Espaço para comentar notícias, falar sobre o cotidiano, política, comunicação, e a cultura que nos leva a ser quem somos. Ou será o contrário?

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Hoje é 6ª-feira



A novela dos turistas brasileiros no Peru

Finalmente parece estar chegando ao fim a novela dos brasileiros presos na região turística de Cusco e Machu Picchu. O Twitter, mais uma vez, foi a ferramenta mais utilizada para que as pessoas pudessem dar seu testemunho online e ao mesmo tempo dar notícias às suas famílias. É o exemplo da gaúcha de São Leopoldo Melissa Dietrich, que estava no Pirwa Hostel, em Cusco, e afirma já ter sido resgatada por helicóptero da região e que a próxima parada seria La Paz, na Bolívia. A ferramenta acabou sendo uma maneira prática também para a imprensa chegar na fonte, ou seja, as pessoas que estavam presas lá, e não apenas receber notícias oficiais, que nem sempre estavam de acordo com o que viviam os turistas.



Exibir mapa ampliado





Outra fonte é o Facebook: na terça-feira a página do Loki Hostel Cusco na rede, onde estive em dezembro, tinha o testemunho de uma funcionária (que postou assim, mesmo, em inglês, como a maioria da equipe do hostel...), que desde então não atualizou, mas dá uma ideia do clima naquele momento.



Celeste Woolley Due to the heavy rains that have been falling in recent days, there are significant problems in the Cusco region and routes to Machu Picchu are currently blocked. There will be no tours or treks leaving for the Sacred Valley or Machu Picchu for what looks like at least 3 days.



The Peru rail lines are currently blocked ...






Já o site oficial do hostel traz, além do texto reproduzido no Facebook, a indicação (embora não confirmada, mas há um e-mail para contato) de que está tudo bem no albergue, pois apenas não se compromete em agendar roteiros turísticos na região, mas aceita hóspedes e ainda realiza no seu bar interno um "quiz" para arrecadar fundos para os moradores locais - o que, aliás, é um hábito saudável no hostel, apenas reforçado com o problema atual.

Há ainda o site do governo de Cusco, mas embora haja uma lista de pessoas resgatadas, ela não é atualizada desde quarta-feira, e não é à toa que 57% das pessoas marcaram na pesquisa sobre a qualidade do site que ele "pode melhorar" - afinal, não havia qualificação pior que esta... 



quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Continuamos INcapazes ou ainda no "otro lado del río"





Cusco em dezembro de 2009, vista do albergue na Cuesta de Santa Ana

Sabe aquele ditado que diz "cuidado com o que deseja, pode acontecer"? É o que devem estar pensando os turistas presos em Cusco, Machu Picchu e Aguas Calientes, no Peru, após as chuvas torrenciais que provocaram a elevação do nível do rio Urubamba - que em dias de chuva fraca é bastante agitado - e deslizamentos de terras que resultaram em quedas de pontes e interrupção de trilhos. Eu tive mais sorte ao fazer a mesma visita, e embora soubesse que era o início da estação das chuvas, não me assustei - e fique claro que não me arrependo e continuo recomendando apesar de tudo que vi e escrevi - pois sempre disseram ser raro chuva forte como ocorreu e que por isso mesmo surpreendeu. No entanto, isso não se aplica a quem faz trilhas, que deveria mesmo evitar o período.


Rio Urubamba, em Aguas Calientes, em um dia de chuva fina de dezembro (2009)

Acontece que no ano passado ouvi em Madri que lá é raro nevar, e neste ano também houve exceção. Culpa de São Pedro, da mãe natureza, ou nossa? E, mesmo assim, e as providências tomadas após o ocorrido, são satisfatórias?


Estação de trem onde estão os turistas (em um dia normal, dezembro 2009)



Os turistas vão sair de lá, felizmente, em segurança, ao menos a imensa maioria. Mas e a população que fica?


Caminho para Machu Picchu (dezembro 2009)



A ponte por onde passei em Pisac, caiu. Eu não vou passar, provavelmente, pelo mesmo local. As pessoas que moram lá, sim.


Trabalhadora no Vale Sagrado (dezembro 2009)



Os trilhos ligam o caminho que praticamente só os turistas fazem. Qual ficará pronto mais rápido? Talvez o povo de Pisac tenha sorte, afinal, estão no roteiro turístico. O Peru deveria, inclusive, acrescentar uma rota turística para voluntários, já que há tantos que fazem as trilhas e caminhos mais difíceis, para que estes - e também os demais, cada um de acordo com suas possibilidades - auxiliem a população local. São eles que mantêm o que está lá, o tesouro é este, pois foram pessoas assim que construíram as maravilhas que nos deslocamos para ver.



Sorte: céu aberto em Machu Picchu (dezembro 2009)


Para a população local não vi nada muito diferente do que assisti no filme "Diários de Motocicleta". Outro dia comentei, em tempos de Fórum Social Mundial, que, sim, um outro mundo é possível. Mas é lento, bem, mais lento. Em Cusco os nativos comentam em tom de piada que as construções dos Incas estão lá até hoje, e que o que cai foi obra dos INcapazes, ou seja, os colonizadores. Em último caso, após todos estes anos, somos todos incapazes de tomar cuidados, precauções, providências.







Incapazes de subir, que dirá de construir. 


Vi muita sinalização com relação a terremotos, mas nada sobre chuvas. Afinal, há décadas não acontecia nada semelhante. Mas as narrativas (aqui e aqui) dos brasileiros são reais, em Cusco, é frio à noite e pela manhã, e há precariedade em serviços como em toda a AL. Mas, novamente, os nativos vivem isso diariamente. É o "otro lado del río" chegando mais perto...



Peruana caminha sozinha em Ollataytambo - e não apenas lá


Sonhos e pesadelos, enfim, podem caminhar juntos. Um outro fator que pode salvar ou dar dor de cabeça à muita gente, são as companhias aéreas. Outro dia, eu mesma fazendo uma queixa porém sobre outro assunto no Juizado Especial Cível, no Foro Central, em Porto Alegre, conheci um rapaz que iria viajar nesta época a Cusco pela LAN Peru, que também utilizei. Porém, como comprou uma passagem para nativos, teria que pagar uma multa que acabava sendo maior que a passagem, e a companhia se negava a, pelo menos, cancelar a passagem, já que afinal não havia voado. Hoje esse rapaz deve estar agradecendo todo o stress sofrido. O mesmo testemunhei em casa, com uma desistência de viagem na família devido à confusão da recém instalada Taca, que possui promoções ótimas mas problemas sérios na comunicação destas promoções, o que acabou - felizmente - evitando esta viagem que estaria acontecendo bem nesta semana. Eu, particularmente, escapei da segunda. Não sei quanto tempo a sorte me acompanhará, mas me solidarizo com essas pessoas que não são turistas e que vivem essa realidade todos os dias.


Moradores do bairro do Passo, em São Borja, sofrem com a enchente 
Foto:Claudio Gottfried (Zero  Hora, 02/11/2008)

Aqui mesmo em São Paulo, no interior do RS, São Borja, região de Montenegro... para citar alguns. Esse filme eu não quero rever nas manchetes de jornais (aqui, aqui, aqui...), mas ele acaba sempre lá.


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Campanha por Landell de Moura


Deu na Coletiva.Net:

A newsletter Jornalistas&Cia deu início a uma ação para o resgate da memória do inventor do rádio, o cientista padre Landell de Moura. Está circulando na internet um abaixo-assinado no sitewww.mlm.landelldemoura.qsl.br. O objetivo é arrecadar o maior número possível de assinaturas para pressionar as autoridades brasileiras a reconhecerem os feitos do padre-cientista e os incluírem no currículo básico dos cursos de primeiro grau, que hoje reconhecem o italiano Guglielmo Marconi, como inventor do aparelho. O movimento foi criado por estudiosos da obra e vida do inventor.

Conforme o editorial da última edição do Jornalistas & Cia,  a meta é atingir, nos próximos 12 meses, que antecedem o sesquicentenário do nascimento de Landell de Moura, um  milhão de assinaturas. Gaúcho de nascimento, Padre Landell, como era conhecido, patenteou seu invento em março de 1901, no Brasil e Estados Unidos, mas, por uma série de infortúnios, não conseguiu nenhum apoio para o desenvolvimento dos artefatos.

Coletiva.Net  
http://www.coletiva.net/site/noticia_detalhe.php?idNoticia=33969

Porto Alegre com problemas na programação do FSM


Está difícil de engrenar a programação de Porto Alegre no site oficial do FSM 2010. Ainda não entendi onde é o furo da bala, já que a diversidade político-partidária da organização é bem diversa. Ou talvez seja só bagunça de início de evento, mesmo, e felizmente (parece) as coisas mais "sérias", que tem atenção da mídia e trazem celebridades, estão correndo normalmente. Agora, mesmo sendo público e notório que a prefeitura está priorizando (imagina se não estivesse, na usina não sabem nem dizer o horário de funcionamento...) outros eventos que vem por aí, como a Copa, uma atualização de site não dá para dizer que é algo que vá afundar os cofres públicos, depois de tudo montado. Os jornais publicam - o que sai mais caro - os anúncios de shows, etc, então no site entrariam as palestras, exposições, oficinas, etc. Mas, não adianta. E, o pior, é que tempo houve. E, pior ainda, é ver que foi feito material gráfico de várias páginas para fazer propaganda durante o Fórum, mas não foi impressa a programação. Quer dizer, se era para gastar com impressão, porque não fazer logo tudo junto, e aproveitar melhor o material? Só os #Fofos sabem. Afinal, as demais cidades da Grande POA estão com a programação lá, em html, pdf ou ambas.




Outro mistério é como é que os colegas conseguem fazer matéria sobre o Fórum se não colocam os fones da tradução simultânea e não prestam atenção nas falas, nem todas em inglês ou espanhol ou outros idiomas ocidentais. Dão razão aos que dizem que o maior defeito do jornalista é não ouvir. Quase ninguém com os fones, embora a maioria retirasse. Muitos só olhando para o próprio notebook, e as famosas perguntas que acabaram de ter a resposta dada acabam acontecendo muito. Uma pena, tanto para o repórter que perde a oportunidade tanto de ser mais rápido como de aproveitar falas com conteúdo - ou de discordar delas - como para o jornalismo em si. Acabamos dando munição a quem diz que não é necessário o diploma.




sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

MUHM leva exposição para o FSM 2010 e arrecada doações para vítimas do clima



O Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM) participa das atividades do Fórum Social Mundial 2010 – edição comemorativa aos 10 anos da primeira edição – com painéis da exposição itinerante Retratos da Medicina: a História Médica do Rio Grande do Sul, que já passou por mais de 30 municípios gaúchos. A mostra estará no 4ª andar da Usina do Gasômetro de 25 a 29 de janeiro durante o horário de funcionamento das atividades do Fórum Social Mundial. 







Os visitantes podem complementar a experiência acessando de qualquer lugar com Internet os vídeos e o acervo virtual do museu no site http://www.muhm.org.br/ ou visitando o museu sua sede (na av. Independência, 270), onde pode fazer também doações para as vítimas do clima no RS e no Haiti, que posteriormente serão enviadas à Defesa Civil. A entrada para as visitações é gratuita.

A exposição itinerante Retratos da Medicina apresenta, por meio de painéis, quatro fases da história da medicina no estado: a prática médica (presença dos primeiros médicos em território gaúcho), o ensino médico (relato das primeiras escolas no Brasil e no Rio Grande do Sul), a defesa da profissão e organização sindical e os personagens da história da Medica.


O MUHM é mantido pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, que também possui programação no FSM, com palestras que vão de sustentabilidade ambiental a alcoolismo sendo realizadas no seu auditório na av. Corte Real, 975, dias 27 e 28 de janeiro.

Sobre o museu

O MUHM é o primeiro do gênero no Estado e um dos raros no País, com equipamentos peculiares que fazem um retorno ao passado e contrastam com a evolução da medicina atual. O acervo conta com mais de quatro mil livros de Medicina, entre raridades nacionais e estrangeiras, centenas de objetos e amplo material digitalizado para pesquisa, composto por doações de profissionais e familiares de todo o Estado.

Atualmente o museu possui duas exposições em sua sede, que durante o horário de Verão estão abertas de 3ªs a 6ªs-feiras a partir das 12h e sábados, domingos e feriados, a partir das 15h, sempre até às 20h. Mais informações pelo fone (51) 3029-2900.

DESAFIOS: A Medicina e a luta pela vida
Aborda as transformações ao longo da História da Medicina. A busca por conhecimentos para desenvolver a saúde, combater as doenças, aliviar a dor, prolongar a vida e torná-la é mostrada em seis eixos: o conhecimento médico, os costumes, o diagnóstico, as especialidades, as causas das doenças e os tratamentos. Permite discutir questões de hábitos como o de lavar as mãos e as vacinas e seus reflexos na saúde pública. Exposição de longa duração.

Compartilhando Memórias: o MUHM e seus Doadores
A mostra homenageia aqueles que ajudaram e continuam ajudando a compor o acervo do museu, por meio de doações de objetos, livros, fotografias e outros documentos. Até abril de 2010.






quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

III Seminário Internacional Media, Jornalismo e Democracia aceita propostas até 31 de maio

A Intercom informa a abertura, até o dia 31 de maio, do período de submissão de propostas de comunicações ao III Seminário Internacional Media, Jornalismo e Democracia. Organizado pelo Centro de Investigação Media e Jornalismo, o evento será realizado na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Portugal, nos dias 8 e 9 de novembro de 2010.

As comunicações podem tratar de todas as áreas da pesquisa no campo dos media e do jornalismo, mas a ênfase será nas diretamente relacionadas com o tema central do seminário. Mais informações sobre o programa e sobre as normas para submissão de trabalhos podem ser obtidas em no site http://sites.google.com/site/mediajornalismoedemocracia2010/ ou pelo e-mail jorgepedrosousa@gmail.com.

Reporters Sans Frontières: "Mémorial des journalistes" sur Internet


Reporters Sans Frontières - Un « Mémorial des journalistes » sur Internet é uma matéria sobre um site que registra informações sobre os jornalistas mortos durante (ou em decorrência) o seu trabalho. Iraque e Filipinas são alguns dos recordistas.