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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Jornalistas até debaixo d'água!

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Foi com chuva, mesmo: neste 17 de junho, 2 anos após a mais absurda decisão do STF, capitaneada pelo "Ministro-Empresário" Gilmar Mendes, os jornalistas gaúchos marcaram a data que deixou de exigir a obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercer a profissão.

Com a alegação de que o diploma significa reserva de mercado e vai contra a liberdade de expressão os ministros foram, em 2009: contra a Educação, ao deixar de exigir qualificação mínima para o que não é simplesmente emitir opinião, mas apurar fatos, ouvir versões, estudar contextos e apresentar um conjunto de informações confirmadas, não simplesmente a opinião de quem contratou; contra o bem público, já que permite que assessorias de imprensa e órgãos públicos de jornalismo contratem quem  bem entendem, servindo de cabides de empregos; contra a qualidade da informação, já que não difere o texto opinativo e artigos de colunistas ou pessoas das mais diversas áreas e formações (inclusive nenhuma) de trabalho jornalístico; contra a inteligência das pessoas que são obrigadas a sustentar um Supremo Tribunal Federal desse (baixo) quilate, onde um "ministro" pode ser dono de cursinho preparatório para as provas da OAB e viajar pelo país divulgando o seu negócio. Querem que a população acredite que o STF luta pela liberdade de expressão. Por ela lutamos NÓS, JORNALISTAS. Eles aprovaram foi libertinagem de profissão. Se todos podemos fazer julgamentos, então todos podemos ser ministros do STF, é essa a lógica? Exigimos respeito à qualificação que tivemos e que FAZ diferença.

Enfim, foi contra tudo isso que os jornalistas protestaram hoje na Esquina Democrática, em Porto Alegre, ajudando a divulgar uma situação que não é devidamente divulgada exatamente pelo interesse sórdido de patrões da mídia com interesses escusos. Felizmente alguns colegas conseguem ter liberdade ou apoio suficientes para divulgar essa luta, mesmo que sem o espaço merecido. A todos esses colegas, que enfrentaram chuva, que enfrentam seus patrões e às vezes até seus próprios pares, minha homenagem.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Jornalista faz-tudo

Está cada vez mais comum: jornalista é faz-tudo, ou, como diz o jornalista Fernando Albrecht, é "remador de galés". Eu já chamo de "Geração Fígaro do jornalismo". É pau para toda a obra. Tento me contentar que ao menos não estou em uma redação que não deixa sair na rua, onde eu ia me sentir realmente frustrada. Enfim, fica um pouco de música para animar os colegas.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Mulheres, jornalistas e o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa - não necessariamente nesta mesma ordem

Já passa de meia-noite e por isso já encerramos o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. Sites como o  do Reporters Without Borders (Repórteres sem Fronteiras) ou Knight Center of Journalism registram diariamente ameaças, abusos e mortes de jornalistas por todo o mundo, com destaque para México, Venezuela, Oriente Médio, entre outros. Mas poucas são as abordagens diretas a casos de estupro e de violência a mulheres jornalistas. Lara Logan, correspondente da CBS, cobria em fevereiro a queda do ditador egípcio Hosni Mubarak, quando foi estuprada por algo entre 200 e 300 homens. Não é engano de digitação, nem de leitura, nem exagero: é realidade, triste, mas real. E é realidade também que as mulheres sofrem com essa violência muito mais do que imaginamos no Egito - considerado um país pouco afeito aos radicalismos ao ponto da própria notícia da presença de um ditador por tantos anos ter surpreendido muitos, mas obviamente é um país com abertura para ditadores e estupradores, estes de certa forma bastante tolerados. Vale, ainda, a lógica do "o que é que ela foi fazer lá", "ela 'pediu' isso", e por aí vai. E, infelizmente, o Brasil ainda considera válida essa lógica em muitos casos.

A entrevista da jornalista ao 60 minutos, da CBS promete ser a única, não só porque ainda será uma ferida aberta por algum tempo. Novas coberturas do gênero ainda serão difíceis para a profissional. Mas ela não quer virar "a repórter estuprada no Egito", quer ser sim mais uma mulher que luta para que esse tipo de atrocidade não se repita com outras, e é por isso que neste dia em que se fala de Liberdade, mais do que de Imprensa, cito a de Gênero.

A data de hoje foi resultado de uma conferência da UNESCO em 1993, mas o cenário que se pretendia divulgar para evitar a repetição ainda precisa mudar muito. A escolha também marcou uma Declaração emitida em prol da independência e liberdade de imprensa Africana.

Pois Lara Logan era Sul Africana, mas trabalhava para a americana CBS naquela data. Os relatos, para quem não domina o inglês, são bastante chocantes, e a força que ainda demonstra talvez indique inclusive que nem a ficha tenha caído totalmente. Afinal, ser "tragada" por uma multidão ensandecida que começa a gritar que iriam tirar suas calças, cumprir a promessa, afastar colegas e seguranças, ser puxada, agarrada, despida sentindo as roupas serem rasgadas e estuprada com mãos, dedos, ser fotografada nessa situação por celulares de centenas, e em menos de três meses estar à frente das câmeras novamente, conseguindo inclusive manter certa empolgação sobre o momento histórico presenciado em um dia que certamente desejaria esquecer, é, se não heróico, quase insano. Pode ter vindo dos casal de filhos a força que precisava - e cabe relatar que ela mesma diz ter agradecido a nova chance, já que ela saiu de perto deles, o eterno dilema das mulheres que "trabalham fora".

Outra parte igualmente forte é o contraste entre a cobertura e entradas ao vivo que a equipe estava fazendo, relatando a alegria do povo, quando, de repente, há um problema no equipamento, uma luz se apaga, outra, de repente ouve-se o grito da jornalista dizendo "não!" e uma escuridão toma conta do vídeo. É essa escuridão que ficou na minha memória, até mesmo porque lembro sempre de uma frase que vi escrita em uma foto de uma cela do Presídio Central de Porto Alegre anos atrás em um laudo pericial que dizia: "não esqueça que até as sombras te deixam sozinho na escuridão."

Depois desse momento é que inicia o desespero da profissional, que relatou que as demonstrações desse desespero só estimulava os agressores, que apreciaram sua dor e seguiram o estupro e puxões de cabelo, que, por pouco, não resultou em um quase escalpo.

Aos homens que que lerem esse texto, assistirem os vídeos ou virem qualquer outra referência a este fato, lembrem-se sempre do relato de impotência e desespero dos colegas homens de Lara Logan.

De qualquer forma fica aqui a reflexão e a homenagem aos colegas que trabalham mundo a fora para mostrar às pessoas tudo de bom e de ruim que o ser humano é capaz.



quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

2011 para os Jornalistas

Incorporo aqui as felicitações do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul para o Natal e para o ano que se aproxima.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Novela Memórias Reveladas

Seria bem bom se os links abrissem... e também tem mais questões não respondidas. Uma é a requisição do historiador ( e de um trabalho de uma aluna). Outra é a que trata a respeito das requisições de jornalistas em função das eleições. A pergunta é: tudo o que estava sendo solicitado estava em fase de tratamento técnico? E ninguém sabia disso, esse auê todo foi pura falta de informação dos envolvidos? Ou foi uma decisão - e aí cabe saber de quem - de bloquear algo que estaria por lei com acesso liberado?
Falta explicação aí... segue nota divulgada nos meios arquivísticos.





 

Nota de esclarecimento da Direção-Geral



Recebi com pesar e preocupação a matéria "Historiador se demite em protesto contra o sigilo de acervos da ditadura no período eleitoral" (O GLOBO, 3/11/2010, pp. 1 e 10*).

Considero meu dever oferecer esclarecimentos aos membros da Comissão de Altos Estudos do Memórias Reveladas que nos emprestam gratuitamente tempo e ciência na difícil tarefa de liberar de vez os arquivos da ditadura militar.



Com relação ao conjunto documental solicitado pelo Prof. Fico (Comissão Geral de Inquérito Policial Militar - CGIPM), informo que foi concluída a organização do acervo e o seu acesso dar-se-á a partir da identificação do documento desejado (no inventário) e da própria requisição dos documentos.



Embora a documentação ainda esteja em fase de tratamento técnico (digitalização etc.), já é possível realizar pesquisa presencial.



Em 26/10/2010, o Prof. Fico solicitou "[...] acesso ao instrumento de pesquisa e, posteriormente, aos documentos [...]". No mesmo dia, conforme e-mail enviado pela Coordenadora-Geral Regional do Arquivo Nacional no Distrito Federal, foi solicitado que o referido professor entrasse em contato comigo no dia 29 de outubro, uma vez que eu e a Coordenadora-Geral de Processamento e Preservação do Acervo estávamos envolvidos em reuniões da Comissão Luso-Brasileira de Salvaguarda e Divulgação do Patrimônio Documental Comum (COLUSO), fora da sede da Instituição.



No momento em que o Prof. Fico optou por se desligar publicamente do Memórias Reveladas, o instrumento de pesquisa já estava no Rio de Janeiro. De fato, desde o dia 29 de outubro o instrumento de pesquisa está aqui, à disposição, mas o Prof. Fico não compareceu.

O nosso objetivo fora o de atender com brevidade e qualidade o pleito do Prof. Fico e de outros pesquisadores aqui mesmo no Rio de Janeiro, apesar do acervo estar em Brasília-DF.

Lamento que a tentativa de agilizar o acesso tenha sido, de maneira oposta, caracterizada como uma restrição ao acesso, chegando-se mesmo a afirmar que o "sigilo" foi mantido em razão "do período eleitoral", o que é injusto e, francamente, um absurdo.

No Seminário promovido pelo Memórias Reveladas, e mencionado na matéria, não ficou decidido "[...] que os demais arquivos seguiriam a experiência do Arquivo Estadual de São Paulo, que libera toda a papelada, exigindo apenas que o solicitante assine termo de responsabilidade [...]", pois o Arquivo Nacional e os arquivos estaduais não criam legislação e, pelo contrário, devem pautar sua atuação pela observância das normas existentes.

O que ficou decidido foi que todas essas instituições buscariam promover, junto aos órgãos competentes, alterações nas normas que regulam o acesso, de forma a que fossem estabelecidas normas como as que existem no Paraná e São Paulo. Para isso, o Conselho Nacional de Arquivos (Conarq), que é ligado ao Arquivo Nacional, enviou, a todos os governos e arquivos estaduais parceiros do Memórias Reveladas, proposta de decreto regulamentando o mais amplo acesso à documentação do período do regime militar, exatamente conforme foi aprovado no Seminário. Um segundo envio será feito quando os novos governadores eleitos assumirem.



Por outro lado, o Arquivo Nacional e o Memórias Reveladas têm contribuído com a discussão e acompanhado a aprovação do PLC 41/2010, atualmente no Senado Federal, que busca regular o acesso a informações no Brasil. O PLC 41/2010 já foi aprovado na Câmara e apresenta inovações das mais oportunas no que se refere à liberação dos documentos do período do regime militar em razão de "relevante interesse histórico" ou que versem sobre "violações dos direitos humanos por parte de agentes públicos ou a mando de autoridades públicas".



Em complemento ao que foi dito aqui, encaminho em anexo os seguintes documentos:

- Panorama da legislação arquivística brasileira.doc<http://capela/intranet/media/2010/microsoft_word__panorama_da_legislao_de_acesso.pdf> (breve texto sobre o assunto).

- Legislação arquivística Brasileira.doc<http://capela/intranet/media/2010/microsoft_word__legislao_arquivstica_brasileira_reguladora_do_acesso__.pdf> (principais leis que regulam o acesso à informação);

- Dados do atendimento do Memórias Reveladas à pesquisadores.<http://capela/intranet/media/2010/dados_atendimento_2006outubro2010.doc>doc;

- Recomendações do Seminário Arquivos da Ditadura e Democracia<http://capela/intranet/media/2010/microsoft_word__recomendacoes_do_seminario_arquivos_da_ditadura_e_democrac.pdf> - a questão do acesso.

- Ofício aos governadores.<http://capela/intranet/media/2010/microsoft_word__ofcio_aos_governadores_dos_estados__enviando_decreto_de_.pdf>doc (encaminha minuta de decreto favorecendo a abertura dos arquivos)

- PLC 41/2010<http://capela/intranet/media/2010/plc_412010.pdf> (a proposta de nova lei de acesso à informação).

Espero que esses esclarecimentos e os anexos desta mensagem possam contribuir para uma reflexão sobre o episódio. Naturalmente, o Arquivo Nacional continua à disposição para esclarecimentos.



(*) Link para a matéria:

http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/11/03/historiador-se-demite-em-protesto-contra-sigilo-de-acervos-da-ditadura-no-periodo-eleitoral-922934844.asp



Rio de Janeiro, 3/11/2010.

Jaime Antunes da Silva

Coordenador-Geral do Memórias Reveladas



quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Jornalista Multimídia ou Multitarefa?

Imagem: Capa do livro "Jornalista" da série Profissões da PubliFolha

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

PEC dos Jornalistas em votação no Senado em setembro

Acompanhe aqui ou diretamente no site da Fenaj como estão prevendo votar os senadores na PEC 33/09, a "PEC dos Jornalistas", mas que é de toda a sociedade, prevista para ser votada na primeira semana de setembro. Atenção especial para políticos concorrendo a cargos eletivos.



terça-feira, 15 de junho de 2010

Jogonews: gol de quem?

Dia de jogo do Brasil e de notícias interessantes nos jornais. Casualidade? Algumas delas são boas, como a que trata do trabalho do Instituto de Artes da UFRGS e da arquivista Medianeira Pereira em identificar as fotografias do acervo com o auxílio da comunidade. Outras, são no mínimo cômicas, para não dizer trágicas: EPTC não poderia multar e ainda teria que devolver multas cobradas, que seria poder de polícia (aqui também) - e só agora se dão conta/pronunciam a respeito? Bagunça. E o Tuminha? Caiu atirando. Vem aí chumbo grosso. Ah, sim: e agora os candidatos precisam registrar seus programas de governo. Olho neles, como se fosse direitos do consumidor. A propósito... Fogaça lança online o seu programa, a conferir. E o CPF deixou de ser "físico", agora é virtual e - prometem - sai na hora. O documento de identidade deve ser unificado (e aqui), mas isso já não será nada imediato - começa em novembro mas tem nove anos para finalizar o processo. E o passaporte também ganha chip e dobra - de novo - o preço. E, agora, durante o dia, Lula aprovou o reajuste do fator previdenciário, algo que nem entre o governo era consenso.

Enfim, como é realmente dia de jogo, aí vai a charge do Tacho hoje em ZH.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Assembleia do Rio Grande do Sul vira jogo e derruba veto da Governadora

Reproduzo o conteúdo site do Sindicato dos Jornalistas profissionais do RS sobre a vitória obtida ontem, dia 18 de maio, restabelecendo a conquista que não é só da categoria, mas da sociedade, já que impede que pessoas sem o menor preparo sejam colocadas no serviço público. Todos os cargos deveriam exigir qualificação específica, principalmente os de confiança. Isso é prestação de contas.



Por trinta e cinco votos contra três, os deputados gaúchos derrubaram o veto da Governadora Yeda Crusius ao projeto de lei 236/09 do deputado Sandro BoKa (PMDB) que prevê a obrigatoriedade do diploma de jornalista para servidores públicos das esferas estadual e municipal. Numa votação rápida e sumária o plenário, que foi prestigiado por um bom número de jornalistas e sindicalistas, registrou quorum de 48 deputados que derrubaram em seguida o veto que necessitava de 28 votos para reverte-lo. 

Para o autor da matéria, deputado Sandro Boka (PMDB), a derrubada do veto significa uma vitória para o povo gaúcho e para os jornalistas e a Assembléia Legislativa, mais uma vez é percussora e dá demonstração que quer qualidade no serviço público. ‘’Essa aprovação pelos deputados fortalece os projetos em tramitação no Congresso Nacional e também em outros Estados. O Rio Grande do Sul mostra que a sociedade quer qualidade de informação acima de tudo’’, destaca. 

Fotos Arfio Mazzei 
 
Deputados votaram 35 a 3, derrubando o veto da governadora 

Satisfeito com o placar obtido na votação, Boka argumentou que não esperava o veto da governadora, uma vez, que o projeto havia passado por unanimidade, mas como ocorreu foi em busca dos votos necessários de gabinete em gabinete. ‘’Foi uma verdadeira batalha em busca dos votos. A derrubada do veto resgata a auto-estima dos jornalistas e estudantes de jornalismo. Todo o empenho e investimento feito valeu a pena’’, comenta. O projeto agora depende da sanção do presidente da Assembléia, deputado Giovani Cherini (PDT). 

O vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder saudou a iniciativa do deputado Boka de apresentar este projeto e, neste momento, a responsabilidade das bancadas que honraram a decisão anterior da Assembléia que havia aprovado a lei por unanimidade. Esta vitória dos jornalistas gaúchos servirá de lição para todo o Brasil, avalia o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, José Maria Rodrigues Nunes. Para Nunes esta decisão não só servirá para avalizar todos os projetos similares que tramitam nas assembleias do país, como também é um elemento importante para enfrentar a decisão do STF que retirou a obrigatoriedade da formação superior em jornalismo como requisito para o exercício da profissão. 

O secretário de Comunicação da CUT-RS, Paulo Farias, que acompanhou a votação destacou: "foi uma importante vitória que tivemos no estado. É uma primeira vitória que irá forçar a Câmara de Deputados a também reconhecer o diploma dos jornalistas." 

No final os jornalistas e diretores presentes na plenária comemoraram a decisão com palavras de ordem: "ão, ão, assembléia deu lição!" 

 
Jornalistas presentes na votação comemoraram a vitória! 

sábado, 17 de abril de 2010

iPAD: será que é agora?

Nos idos de 1999, 2000, os meus professores mostraram, matérias - com imagens fiéis - do que seria e é o iPAD. Na época, víamos com desconfiança a iniciativa em função da portabilidade. Apesar de ter achado bastante interessante o iPAD, ainda vejo, pois acho que o ideal é que fosse um netbook - com todos os softwares e arquivos pessoais -aliado às funcionalidades do iPhone, com comunicação, música, câmera fotográfica e filmadora, do iPAD, para leitura de livros, notícias, e, além disso, feito de material maleável, dobrável - assim como o jornal - e, finalmente impermeável - e, aí, sim, seria o fim do jornal. E com conexão rápida, bateria duradoura carregamento sem fios, solar. Finalmente, ecológico. Atualmente ou temos muitos aparelhos para coisas diferentes e nenhum que abarque tudo, fazendo com que tenhamos uma parafernália sem fim, ou temos aparelhos de grandes dimensões, e tudo isso em formatos nada ecológicos.

Outro "detalhe" diz respeito a "para onde vai" essa informação toda e como acessá-la daqui a alguns anos, como fonte de pesquisa e recuperação da informação. Onde estará nossa memória? Ela será RAM? Recentemente a Library of Congress, Biblioteca do Congresso Americano, divulgou que adquiriu os tweets do Twitter. Quem sabe será por aí.

Mas ainda vou ver o dia em que essa minha descrição vai ser real, estamos quase lá. Enquanto isso, vejo o teste do professor Alex Primo, do PPGCOM da UFRGS, com o iPAD, e tire suas dúvidas. Eu concordo que o Kindle ficou no chinelo...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Produção em Rádio tem incentivo do MinC

Continua aberto o edital "Nossa Onda”, do Ministério da Cultura que patrocinará a produção de 52 obras radiofônicas, gêneros radiodocumentário e radioconto, com o tema “Diversidade Cultural”, com duração de 15 minutos cada. As inscrições vão até o dia 28/04. Podem participam pessoas físicas que se apresentem como diretor ou como diretor e roteirista. Os autores dos projetos aprovados participarão de uma oficina de desenvolvimento do projeto e receberão R$ 10 mil cada um. Eles terão um prazo de até 60 dias para produzir os trabalhos. As obras contempladas serão transmitidas em várias emissoras comunitárias de todo o Brasil. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 11-3512-6111, ramal 237, ou pelo endereço eletrônico nossaonda@cinemateca.org.br.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Veto ao novo é velho jeito de governar

Hoje lamentavelmente a governadora deu provas de que não é o novo, mas sim o velho jeito de governar que está em vigor. Afinal, alguém que defende qualificação, remuneração por projetos e méritos, jamais poderia vetar um projeto que visa moralizar e qualificar o Estado. O projeto foi aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa e estabelecia exigências para o provimento de cargos de jornalistas na administração pública estadual direta e indireta, que passariam a ser obrigatoriamente ocupados por profissionais com diploma - e não por um ASPONE qualquer como moeda de troca. A justificativa para o veto foi baseada em razões de constitucionalidade e legalidade - baseada na já absurda decisão do STF.




O site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS - site http://sindicato.jornalistas-rs.org.br/ - divulgou nota de repúdio.
Sindicato repudia veto da governadora
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul repudia o ato da governadora Yeda Crusius (PSDB), que vetou por completo o projeto de lei 236/09 de autoria do deputado Sandro Boka (PMDB), aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa. No entendimento da direção da entidade, a decisão mais uma vez contraria os anseios de toda a sociedade, como fez o Supremo Tribunal Federal (STF). Ao usar os argumentos da suprema corte, a senhora governadora comete os mesmos erros e autoriza qualquer pessoa a ingressar em um cargo público sem as devidas qualificações, e até mesmo analfabeto.
Vale destacar que a decisão de liberdade de imprensa referida erroneamente pelo presidente do STF, Gilmar Mendes, faz referência aos veículos de comunicação. O Estado e o poder público em geral devem estabelecer regras para que a sociedade atendida por eles não seja prejudicada. A própria Justiça em decisão exemplar da juíza Soraia Tullio, da 4ª Vara Federal de Curitiba, mostrou o equívoco do Supremo, ao impedir a posse de um candidato que passou em primeiro lugar num concurso público para o cargo de assessor de imprensa da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Esse é um exemplo de que os poderes devem sim resguardar a sociedade, primando especialmente na qualificação da informação. De maneira alguma o PL 236/09 afronta a decisão do STF, já que quem presta serviço de assessoria de imprensa está sim divulgado o trabalho dos órgãos públicos e não exercendo a tão destacada liberdade de imprensa.
Diante disso, a direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul apela mais uma vez aos deputados gaúchos que derrubem o veto da governadora. Desta forma, como o fizeram em decisão unânime na sessão plenária do dia 17 de março, os deputados estarão dizendo sim para a educação e qualificação profissional.
Direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul



Em tempo: o site http://www.jornalistas-rs.org.br/ está trazendo as informações do 34º Congresso Nacional dos Jornalistas (como já divulgado aqui), que será em agosto, de 18 a 22, em Porto Alegre, no Hotel Plaza São Rafael. Agora já está disponível a programação a cada dia e os valores de inscrição.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Programação de 29 de março a 03 de abril do Museu da Comunicação


sexta-feira, 19 de março de 2010

34º Congresso Nacional dos Jornalistas será em Porto Alegre

Vai ser em agosto, em Porto Alegre, de 18 a 22, no Plaza São Rafael, o 34º Congresso Nacional dos Jornalistas será em Porto Alegre. O tema do encontro será "O Jornalismo a Serviço da Sociedade e a Defesa da Profissão”. O anfitrião é o Sindicato dos Jornalistas do RS, e em breve mais informações estarão no site da entidade.


Só com diploma no serviço público


Coloquei no Twitter, mas reproduzo as informações da Fenaj, que incluem ainda outras novidades sobre o tema:


Jornalistas gaúchos comemoraram nesta quarta-feira (17/03) a aprovação, pela Assembléia Legislativa do RS, do Projeto de Lei 236/2009, que torna obrigatório o diploma de Jornalismo para o exercício da profissão no serviço público estadual. A FENAJ prossegue com a orientação de que se busque, nos estados, contato com os líderes de bancadas para acelerar a composição da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisará a Proposta de Emenda Constitucional 386/09.

Na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul o Projeto de Lei 236/2009 foi aprovado por unanimidade. Tal resultado surpreendeu o próprio autor do projeto, o deputado Sandro Boka (PMDB). "Confesso que fiquei surpreso com a unanimidade, mas esperava uma certa aprovação porque quando o STF derrubou o diploma, muitos deputados repudiaram a decisão", explica.

Agora, o PL deverá ir para sanção da governadora Yeda Crusius (PSBD). "O Legislativo do Rio Grande do Sul deu um exemplo que deve ser seguido por todo o País. Foi uma resposta ao STF. Agora só precisamos fiscalizar para que essa lei seja cumprida", diz o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, José Maria Rodrigues Nunes, que pretende solicitar uma audiência com a governadora e pedir a aprovação do projeto.

Com a possibilidade de um acordo de lideranças definir algumas das Propostas de Emenda Constitucional a serem apreciadas entre as 68 que tramitam na Câmara dos Deputados antes do recesso parlamentar, o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, voltou a pedir empenho dos apoiadores do movimento em defesa do diploma nos estados no sentido de sensibilização dos líderes partidários. "É fundamental que façamos este contato pelas bases para que a Comissão Especial comece seus trabalhos o quanto antes", sustenta, lembrando que em ano eleitoral o ritmo de funcionamento do parlamento brasileiro sofre alterações.

Em Pernambuco, o presidente do Sindicato dos Jornalistas, Ayrton Maciel, manteve contato com os deputados (os dois pernambucanos que ocupam cargos de liderança, atualmente) Fernando Ferro - líder do PT - e André de Paula (DEM), líder da bancada de oposição na Câmara Federal. Ambos se prontificaram em pedir às suas bancadas que indiquem os nomes para a Comissão Especial que analisará a PEC 386/09, a PEC do Diploma. "A expectativa da FENAJ é a de que a PEC na Câmara possa ser votada no plenário até o final de maio. Expectativa de agilidade que também temos em relação à PEC no Senado. Por isso é importante a mobilização. Além disso, ela pode impedir que haja precipitação de alguma entidade, em algum estado, quanto a alguma medida que fragilize a nossa luta", destacou Maciel.


Com informações dos Sindicatos dos Jornalistas do RS e de PE

terça-feira, 16 de março de 2010

Entra em votação nesta 4ª-feira PL 236/2009

Amanhã, à tarde, quarta-feira (17), a Assembleia Legislativa vota o PL 236/2009, de autoria do deputado Sandro Boka, que exige que cargos de jornalista na administração estadual sejam preenchidos por pessoas com formação superior específica, sejam esses cargos em comissão ou efetivos. Na última semana a CCJ aprovou por unanimidade parecer favorável do deputado Fabiano Pereira autorizando que o projeto fosse levado a plenário. Outras informações nos sites do Sindicato dos Jornalistas e da AL.


adao-estagiario.jpg

segunda-feira, 8 de março de 2010

Revolução das Margaridas

 

Deu no Jornal do Brasil hoje que lugar de mulher é nos HQs. Explico: a matéria é sobre as mudanças da sociedade e das mulheres ao longo dos últimos anos que é possível analisar por personagens como Margarida e Mônica. O caso de Margarida é emblemático: primeiro porque há até um livro chamado "Para ler o Pato Donald", de Armand Mattelard, sobre análise semelhante; depois, porque a mudança foi visível. A personagem mudou o visual - que antes era sempre o mesmo, assim como a maioria dos demais personagens - para modelos mais modernos e sempre diferentes; passou de secretária a repórter; mudou de postura com relação a casamento e modo de vida.

 

quarta-feira, 3 de março de 2010

Ainda acabo natureba: triste fim dos boêmios

Je vous parle d'un temps / Que les moins de vingt ans / Ne peuvent pas connaître... La Bohème... eu prefiro por Charles Aznavour, e quando escuto, imagino Toulouse-Latrec bebendo ao meu lado em Montmartre. Poderia também imaginar uma cena de A Dama das Camélias (alguém viu que escolheram o para interpretar Alexandre Dumas????) ao som de La Traviata.

Mas, como estamos no século XXI e não dá pra ir a Paris todo o dia, vou à Lima e Silva, na Cidade Baixa. Bom, ia... ou ao menos terei de ir bem menos. Você pode ainda não saber, mas, depois dos 30, seus dias de boemia estão contados. Se chegou lá, está perto, ou recém passou, e ainda não sabe o que é uma gastrite, levante as mãos para o céu. Mas o destino é cruel: se antes os boêmios morriam de tuberculose, cirrose - ou alguma overdose - certamente antes disso eles devem ter passado por algumas 'ites'. A minha é a esofagite, cujo único ponto positivo foi descobrir que o tamanho do abdômen - a Samanta - afinal, tinha uma explicação plausível, não era apenas tecido adiposo e 'recheio'. Afinal, eu até estou me comportando melhor, com direito a atividade física. Só que tantos anos de barzinhos no lombo não se desfazem assim, 'por encanto', e o corpo cobra caro o abuso. Não que eu vá me render assim, fácil, nem virar vegetariana vegan (que eu nem sei o que é exatamente). Porém... aos poucos, vou ter que encarar a realidade: o tempo passa.


(Tirinha de Cibele Santos que está também no topo de @leticiacastro79)

Há quem diga que a culpa é da profissão, que está no gene de todo jornalista. No livro 'A rotativa parou! - Os últimos dias da Última Hora de Samuel Wainer', de Benício Medeiros, há várias menções sobre isso, inclusive um fato bastante engraçado: ele relata o caso de um jornalista que morava próximo à praia e tinha o saudável hábito de nadar antes de ir trabalhar, mas, na volta do mergulho, tomava todas, o que já não era tão saudável assim. Um dia, o dito cujo chegou à redação estranho, e após alguma insistência acabou confessando que visualizou um cavalo em plena sala de estar. Depois de achar (e seus colegas também, provavelmente) que tanta bebedeira já estava fazendo efeito neurológico, os colegas o acompanharam até em casa, e, por incrível que pareça, havia mesmo um cavalo na sala... Quer saber mais? Leia o livro, vale a pena (e o 'Quase tudo', da Danusa, para complementar o assunto).

Enfim... é preciso buscar o equilíbrio (algo que pessoas alcoolizadas perdem rapidinho). Para alguns ainda dá tempo, para outros, não. Até saber qual é o seu caso, tente o caminho do meio. É o que estou fazendo. E me informando.

Saiba mais sobre Esofagite
http://www.andersoncosta.org/blog/2008/01/31/o-que-e-a-esofagite-e-como-cheguei-ate-ela/
http://esofagite.blogspot.com/
http://www.mdsaude.com/2009/03/hernia-de-hiato-refluxo-gastroesofagico.html
http://www.gastrocentro.unicamp.br/endo/pdf/esofagites.pdf

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Oportunidades de bolsas em Portugal e Espanha

Aí vão algumas oportunidades para quem busca bolsas de pós-graduação em países ibéricos.

Portugal
Estão abertas, até 30 de março, as inscrições para bolsas da Fundação Gulbenkian de investigação em Portugal. Os benefícios são voltados para pós-graduados sem nacionalidade portuguesa, que busquem o doutoramento em áreas da cultura do país europeu como história, história da arte, literatura e linguística ou à publicação de trabalhos sobre esses temas. Mais informações na página http://www.fundaplub.com.br/informegeral/ciep/ofertasdisponiveis ou pelo telefone (51) 3027-2650.

Espanha
A Fundação Carolina oferece auxílio financeiro para que jovens graduados de países ibero-americanos realizem cursos de pós-graduação na Espanha. Nesta edição, são oferecidas 1.645 bolsas. Destas, 1.092 são para estudos de pós-graduação, 248 para doutorado ou pesquisas de curta duração e 252 para a formação permanente. Esta última modalidade é direcionada, exclusivamente, a profissionais latino-americanos e espanhóis. Além disso, há 53 oportunidades de bolsas institucionais, que se voltam ao financiamento dos estudos de docentes em universidades espanholas. Mais informações em http://www.fundacioncarolina.es.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Discussão do diploma agora vira discussão da filiação

Decisão que chocou os jornalistas do Rio Grande do Sul parece não ser tabu em São Paulo, embora os comentários no site Comunique-se já indiquem o que está surgindo na discussão.

"A Associação Riograndense de Imprensa (ARI), entidade com 74 anos de firme atuação em defesa das liberdades de imprensa e de expressão, se solidariza com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio Grande do Sul, ferido em seus direitos por decisão de juiz da 29ª Vara do Trabalho de Porto Alegre. Ao determinar que a entidade promova a filiação em seus quadros sociais de duas pessoas não formadas em jornalismo, o magistrado também atingi a própria legislação que diz não ser obrigatória a inscrição em sindicatos.

O ato da Justiça do Trabalho leva em conta a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em junho do ano passado, retirou a obrigatoriedade de apresentação de diploma de curso superior de jornalista para o exercício da profissão. A ARI comunga do entendimento do Sindicato de que a medida determinada pelo juiz é uma interferência indevida nas relações de trabalho, pois a decisão do STF não torna necessária a emissão de carteira para o exercício da profissão e nem mesmo o seu registro.

Com a manifestação, a ARI reitera sua solidariedade ao Sindicato dos Jornalistas."
Nota do Sindicato 
"O juiz Rafael da Silva Marques, da 29ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, concedeu liminar em Mandado de Segurança obrigando o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio Grande do Sul a filiar em seus quadros sociais duas pessoas não formadas em jornalismo. O ato leva em conta a decisão do Supremo Tribunal Federal que, em junho do ano passado, retirou a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.

Em seu despacho, o juiz ainda penaliza o Sindicato com multa diária de R$ 100,00 por indivíduo, caso recuse a expedição das carteiras nacional e internacional da categoria, bem como a sindicalização dos dois postulantes. 
O fato é visto pela direção do Sindicato como uma interferência indevida nas relações de trabalho, uma vez que, pela decisão do Supremo, não é necessária a emissão de carteira para o exercício da profissão, nem mesmo o registro. No entendimento dos representantes da categoria profissional, a decisão fere o estatuto do Sindicato, uma vez que, para filiação, é necessário o curso superior de jornalismo por se tratar de uma entidade de profissionais.

Vale ressaltar que, em portaria publicada pelo Ministério do Trabalho, pessoas sem diploma são enquadradas simplesmente como 'jornalista'. Os profissionais com curso superior são considerados jornalistas profissionais, estes sim com direito à associação no Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Rio Grande do Sul, conforme seu estatuto.

'Seria o mesmo que a justiça obrigasse a todo o jornalista com atuação no Estado a se sindicalizar, o que fere o livre direito estabelecido em Constituição' diz o presidente da entidade, José Maria Rodrigues Nunes.

O Sindicato sente-se lesado política e juridicamente com a decisão. Antes de ser obrigado a conceder a expedição das carteiras vai buscar ainda hoje anular a liminar alegando exacerbação de poder do juiz. O Departamento Jurídico da entidade entende que não cabe Mandado de Segurança para obrigar o Sindicato à filiação de associados."
http://www.jornalistas-rs.org.br/