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domingo, 7 de julho de 2013

Porto Alegre: uma vista para guardar, uma memória a recuperar


Pautas proporcionam algumas belas visões. A cidade é uma das melhores delas. Depois de uma noite pesada com o caso do incêndio no Mercado Público, deixo uma das mais bonitas. E que o bará ajude o Mercado. Vamos acompanhar desde as causas, para não se repetirem, até as ações para recuperar, que tenham recursos extras, e não prejudiciais ao PAC Cidades Históricas. E que a história tragada pelo fogo, especialmente no Memorial, possa ser ao menos em sua maior parte buscada em outras fontes. Que aqueles que ali pesquisarem contribuam para isso.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

É tudo reflexo #protestopoa

Entre a Borges de Medeiros e a Salgado Filho, hoje, houve quem protegesse o Banrisul próximo dali das depredações, mas princípios de tumulto, correria e gás não foram evitados. Depois, novamente na Borges, tumulto entre os dois grupos. Mas a BM também não ajudou mandando bombas no meio da multidão que não estava em conflito.

Manifestantes vinham da Borges de Medeiros 

Não entendo (façamos de conta) o motivo da BM não ir atrás de quem é facilmente identificável e jogar bombas na massa que se manifesta pacificamente. Até o horário filtra. Hoje pude ver bem isso e comprovar o que já achava. E apesar da diversidade grande e crescente, isso faz com que muita gente tema participar. Mas a ideia é essa, não?

Viaduto da Borges reuniu aqueles que observavam rumos da manifestação por volta das 20h30

Claro que vi também que o número de pessoas mal intencionadas aumenta, pois a divulgação não faz aumentar só o número de pessoas que realmente querem protestar - e aí incluídas as exaltadas - mas também envolve muita gente que só está aproveitando pra quebrar e quem sabe roubar algo. Quebrar pra extravasar as frustrações, que devem ser muitas. Roubar porque tem a ideia de que "todo mundo" faz isso, e ser honesto é coisa de trouxa. É diretamente proporcional o aumento de ambos os grupos. Mostrar na tv que a BM foi proteger a RBS - e precisava, ou haveria incêndio e carnificina - mas não fez nada pra impedir o que houve na Azenha, por exemplo, não ajudou. Infelizmente, mas também faz parte. 

É tudo reflexo do todo em que estamos inseridos. Não fosse a falta de investimentos em educação não demandaríamos tanto em segurança, saúde, em falta de conscientização política (antes de ser partidária) e falta de zelo pela própria cidade, honestidade, cidadania, enfim. Afinal, como diz o já batido bordão, essas pessoas simplesmente acham que não são representadas por nada disso.

Tem massa de manobra? Tem, de todos os lados. Tem oba-oba? Tem. E onde não tem? Tem gente - do bem ou do mal - que acha que é festinha. Vai "preparado", pro bem e pro mal. Pessoas com rosto envolvido em panos que não eram para proteger de gás lacrimogêneo. Pessoas de todas as idades que querem participar de um mo(vi)mento histórico.

Acessos que levavam ao Palácio Piratini estavam todos bloqueados,
inclusive para moradores, que precisaram dar voltas

A grande maioria, no entanto, na hora em que o tumulto começa, já está até indo embora. Quando eu mesma cheguei, meio pra fazer parte, meio de passagem pra casa, meio com aquela curiosidade que é inevitável na profissão, muita gente já ia para o lado contrário.




Quase meia-noite e os helicópteros ainda circulam pelo Centro Histórico e Cidade Baixa. Alguém aí acha que são manifestantes que estão lá fora? Mas tocar bombas para dispersar quem está em plena manifestação parece mais fácil. Não é à toa que chamam de "efeito moral".

segunda-feira, 17 de junho de 2013

#ProtestoPOA e outras cositas más

Protesto não é pra ser visto como transtorno. Ninguém pode ser "incluído" no "não faço parte", pois todos nós fazemos parte - embora eu ache que falta muita coisa pra entrar na pauta, como esses aumentos incríveis de coisas básicas que não se restringem ao transporte público. Ficar sem ônibus é ruim, mas eu canso de ficar em dias que não há protestos exatamente porque há outros problemas...

Vândalos não devem ser vistos como representação real desse protesto e devem ser identificados e responsabilizados, e não o todo criminalizado. Porém, infelizmente, eles estão - e estarão - sempre presentes, faz parte do "jogo", de todos os lados dele. Me dói ver a destruição de prédios históricos, não aprovo, abomino. Mas tem um lado que ainda acha melhor isso do que o nada. E faz muitos anos que não é só o patrimônio que desaba. O tempo dirá que patrimônio vale mais a pena ser cultivado

Daí alguém pode me perguntar o motivo de eu não estar lá. Bem, poderia dizer que não estou porque as manifestações de quem estava de fato saindo do trabalho e lutando pelo todo começa e acaba antes de eu mesma sair do trabalho, e a que acontece a essa hora é outra... entre tantas dentro do mesmo dia. Mas vai além disso. Em Barcelona eu vi os reflexos da passagem da Olimpíada: bairros abandonados pelos locais porque os preços aumentaram tanto que foi inviável para quem lá vivia permanecer. Alguns viraram bairros de turistas - e a cidade já tinha esse apelo - mas outros viraram refúgios de estrangeiros vítimas da xenofobia local. Como será o pós-Copa do Mundo em Porto Alegre? Não sou contra o evento, se ele resultar em retorno financeiro que permita o investimento e direcionamento em segurança, saúde, educação. Mas o planejamento de obras, atrasado ou até já sabidamente impossível, no caso do Metrô, me parece ser ainda avançado perto do planejamento do impacto social que parece não ter andado, apesar do anúncio ter ocorrido há muito. Estou falando de todas as esferas, cidades e estados envolvidos. E isso pra mim é motivo de sobra pra protestar. Só não acho que as pessoas que protestam nas ruas estejam pensando nisso. E ainda não achei um grupo com o qual me identifique para me juntar.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Museu vai à Escola

Uma das ações educativas do Museu de História da Medicina do RS é o projeto Muhm vai à Escola, que leva uma oficina de preservação de livros em forma de contação de histórias. Este ano as primeiras atividades aconteceram em uma escola particular (Vinícius de Morais) e outra pública (João Goulart) nos bairros Restinga e Sarandi, de Porto Alegre, em duas visitas realizadas no final de maio com várias turmas das duas escolas. O agendamento da ida do museu à escola, assim como da escola ao museu, pode ser feito pelo e-mail educativo@muhm.org.br, e a agenda pode ser consultada em www.muhm.org.br/educativo.





O Museu também estimula a educação continuada em forma de palestras, e até novembro deste ano realiza um ciclo para formação e atualização de professores, o "Papos de Professor", já em seu terceiro ano.




quinta-feira, 6 de junho de 2013

Exposição Margs e Muhm inaugurada



A exposição De humani corporis fabrica, do MARGS, conta com acervo do Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul e dialoga com a relação entre arte e medicina mostrando que o tema é recorrente na história da arte, passando pelas lições de anatomia, da abordagem da morte, dos estudos radiográficos da obra de arte, das mazelas da doença a representação do corpo como um retrato da natureza material e espiritual do ser humano. 

Em cartaz no Margs, até 11 de agosto de 2013, de terças a domingos, das 10h às 19h. 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Pinacoteca Rubem Berta... expectativa se renova



Anunciada pela segunda vez para a segunda metade de 2012, finalmente parece que a Pinacoteca Rubem Berta, na rua Duque de Caxias, em Porto Alegre, está mais próxima de ser aberta ao público. Os tapumes saíram e já é possível ver acabamentos. O que faz lembrar... e o Capitólio? E a Bibliotheca Pública (agora com a polêmica do novo nome)? E os restauros das praças agraciadas com o PAC Cidades Históricas, como a Matriz e a Dom Sebastião? E a Copa chegando.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Calçadas @Prefeitura_POA: casa de ferreiro...

Calçadas particulares vão sendo arrumadas, mas no caso das públicas, ainda é complicado. Quando não é o piso, em si, são raízes de árvores que dificultam a passagem, acumulam sujeira e lixo e os "proprietários" das calçadas alegam que não recebem orientação de como agir. Bem, se em uma parada da Carris no Mercado Público a situação é a da foto, que esperar?





Foto: março/2013


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Grupo de Museus para Copa 2014

Os museus de Porto Alegre e de algumas outras cidades do RS estão se mobilizando para conseguir investimentos e projetos para a área visando um legado de museus com relação à Copa do Mundo de 2014. Contatos estão sendo feitos com secretarias de Cultura e Turismo. Hoje (25) a reunião foi no Centro Histórico-Cultural Santa Casa.








quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Faixa de pedestres em Porto Alegre: quando não são os carros...

É público que em Porto Alegre não se respeita faixa de pedestres, ao ponto de precisar ser criado um "código" que não está no Código de Trânsito para estimular os motoristas a respeitarem a faixa e, vejam só, a lei. Os pedestras também não ajudam, é verdade. Atravessam com pressa, correndo, em qualquer lugar. Mas há pontos em que fica mais difícil. São rebaixamentos com poças de água ou então, como no caso abaixo, árvores exatamente onde a pessoa deveria chegar e sair para atravessar. Acessibilidade, então, não pode existir ali. Mesmo que uma pessoa tentasse desviar do canteiro, com cadeira de rodas seria impossível, tendo em vista o poste ao lado.






quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Inauguração do Bará do Mercado

Apenas um registro da cerimônia de inauguração do Bará do Mercado, um dos avanços em relação à religiosidade e o respeito às culturas em geral. Mas vou deixar pra quem sabe a explicação.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Apesar do vandalismo: pessoas querem ver seu patrimônio preservado

Alguns dias após a postagem anterior, no aniversário de 100 anos do monumento a Julio de Castilhos na Praça da Matriz. Não estou discutindo o mérito do homenageado, mas, já que está lá e é um ponto turístico da cidade por onde passam centenas de máquinas fotográficas digitais e celulares - já que as pessoas andam meio em baixa - compartilhando as cenas mundo afora, é impensável que um local desses fique tão abandonado. Esperando o PAC Cidades Históricas, é isso?


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Praça da Matriz: esquecida ou negligenciada, @Prefeitura_POA?


Todos os dias deputados, prefeitos, o governador, o bispo, público que visita o museu, a Catedral, que necessita de serviços judiciários ou acompanha as atividades do legislativo e executivo passam pela Praça da Matriz, em Porto Alegre. O ônibus da Linha Turismo passa diariamente por ali e turistas espontâneos e estudantes visitam a área para conhecer a história e apreciar o local. Moradores levam crianças e animais para brincar, e muitos levam tricô e chimarrão para a praça. Adolescentes saem das escolas próximas e andam de skate ou bicicleta, sentam para conversar. Mesmo assim, com tanta atividade e com a teórica segurança por conta de todos os poderes reunidos ao redor da praça, com policiais e câmeras em volta, como pode o local estar tão abandonado, pichado, quebrado, com lâmpadas e peças das luminárias faltando? O que falta? Para mim é um mistério que um local onde tantas autoridades passam, onde o público frequenta e que é próximo de um posto da Brigada Militar - não contando os que ficam fixos na guarita do Palácio - e com câmeras possa ser tão abandonado ao ponto de ser possível tanta depredação e pichação. Há um jardineiro que tenta manter o local em ordem, mas o problema vai além das plantas. É preciso que seja feita uma parceria urgente entre a prefeitura e a BM para garantir que o Centro Histórico, em especial este local e o entorno da Prefeitura sejam locais de segurança pessoal e patrimonial com cuidado exemplar. Também é possível traçar parcerias e até convocar para mutirões para limpeza e pintura do local, tenho certeza de que haveria colaboração, desde que houvesse orientação sobre produtos e forma de limpeza e pintura e posterior aplicação de tinta anti-pichação, seguida de segurança efetiva e punição aos infratores. Um outro trabalho paralelo seria com a comunidade quanto ao lixo na Riachuelo, mas isso é tema para outro post. Nunca vi, pensando bem, a Guarda Municipal no local. Me parece que embora já tenha sido sugerido que houvesse um guarda por praça e que a prefeitura tenha dito que é inviável, um revezamento entre BM e GM somado ao controle pelas câmeras e ação quando algo suspeito for notado não me parece ser. O que não é possível é que coisas tão simples fiquem sem solução. 


Precisamos de obras de infra-estrutura, de transporte, de melhoria no atendimento de saúde, fim das filas, etc, sim, mas precisamos manter e melhorar coisas simples como a limpeza e segurança patrimonial urbana, que também influi na sensação de insegurança e abandono dos locais, que, felizmente, no caso desta praça, ainda não houve.




sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O que falta na rota de pedestres?











A Prefeitura de Porto Alegre iniciou entre agosto e setembro a colocação de placas no Centro Histórico denominada "Rota de Pedestre". Mas algumas instituições foram esquecidas. Entre estas, está o Museu de História da Medicina, que está sediado na Beneficência Portuguesa, que consta na rota. "Alguém" mais?

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Porto Alegre e seu Museu

No último "Diálogos no Museu" revi o Museu de Porto Alegre Joaquim José Felizardo. Quantos porto-alegrenses conhecem este como sendo o museu da cidade, da sua cidade, exceto os alunos que vão levados pelas escolas? O casarão já vale a visita, e deveria ser parada obrigatória de turistas e moradores.



Vista interna, saindo do auditório onde acontecem as palestras. A Reserva Técnica fica mais atrás no mesmo terreno.

domingo, 23 de setembro de 2012

Promessas que não saem do papel

Às vésperas das eleições, Ipanema, Zona Sul de Porto Alegre. Pessoas "curtem" a orla. Cabos eleitorais distribuem santinhos. Mas e o banho? Segue probido, e a despoluição do Guaíba segue nas promessas. A cobrar de quem vencer.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Acampamento Farroupilha paralelo

Soube que o trânsito de cavalos foi proibido no Acampamento Farroupilha. O que não sei é quais as reais razões - segurança e tranquilidade dos animais e das pessoas? - tiveram o resultado esperado. Afinal, do outro lado da avenida, um acampamento paralelo se formou.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Não dá pra elogiar: iluminação na Praça Brigadeiro Sampaio e Andradas



 Foi só elogiar, e pronto, o sistema falhou. Domingo liguei para o 156 para informar que a parte da Andradas da Praça Brigadeiro Sampaio estava às escuras, e achei que fossem logo resolver. Ontem, terça-feira, o problema continuava. Novo contato, ontem mesmo e hoje com a equipe que atualiza o @Prefeitura_POA. Renovam-se as esperanças.

 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Fim da novela das placas

Após 5 meses (veja aqui e aqui) e alguns protocolos abertos pelo próprio administrador do Twitter @Prefeitura_POA direcionados ora à SMIC, ora à SMAM, finalmente foram retiradas as duas placas inúteis - o evento não acontece mais, pichadas e enferrujadas. Inclusive mordi a língua, pois jurava que quando tirassem iriam tirar apenas uma, e, mais alguns meses depois, a outra. Não, tiraram ambas. Renovo minha fé no ser humano e no serviço público. Obrigada, Prefeitura.



segunda-feira, 9 de julho de 2012

Elis se foi de novo

Terminou neste domingo a exposição Viva Elis, com cerca de 200 fotos antigas, vídeos de shows especiais e de entrevistas com a cantora. A exposição está rodando o país nesta ano em que faz 30 anos da morte da cantora. Feita para fãs, pois somente assim era possível aguardar a fila para ver o espaço intimista criado para 20 pessoas ouvirem Elis ensaiando. Os vídeos, com possibilidade de assistir em pequenos auditórios, não chegaram a criar a mesma espera, nem os áudios, grande mérito da exposição, onde era possível escolher o lp e a música, além de ler notícias da época. Em bom número, os aparelhos podiam ser acessados de forma mais tranquila. O número de extensão de textos em alguns blocos foram exagerados, mas o visitante podia optar por seguir para outra fase da vida da cantora. A linha do tempo, nesse quesito, era um tanto poluída. Réplicas de vestuário expostas tiveram grande beleza plástica, com destaque para um dos vestidos usados por Elis. Um módulo recortado mostrando a infância da cantora também chamava a atenção, embora tenha saído sem saber a que remetia os recortes, exatamente por outra falha: a falta de mediadores. No geral, porém, conseguiu o propósito principal: divulgar o nome em um ano comemorativo e trazer os sucessos da cantora para perto de seus fãs.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Corações ao alto #aquibateumcoracao

 

Alguns pontos de Porto Alegre receberam recentemente uma intervenção criativa e delicada. "Aqui Bate um Coração"  já passou por São Paulo e chegou aqui em planejamento iniciado pela internet no Facebook. Os corações foram colados em monumentos na Praça da Matriz, Assembleia Legislativa, Parque da Redenção e Laçador. Segundo a página da ação na rede, o desejo é de que as pessoas que se identificarem com o movimento repliquem-no em suas cidades, registrando em vídeo e compartilhando. Exemplos disso podem ser encontrados em Salvador, Rio de Janeiro, Campinas e Belo Horizonte.

Será que assim o poder público se sensibiliza com a situação da Praça da Matriz?