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terça-feira, 6 de março de 2012

Exposição "Mulheres e Práticas de Saúde: Medicina e Fé no Universo Feminino"


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A exposição "Mulheres e Práticas de Saúde: Medicina e Fé no Universo Feminino" fica aberta a visitação até 20 de março de 2012 no Hospital Nossa Senhora da Conceição em Porto Alegre. Uma homenagem do MUHM pelo mês e Dia Internacional da Mulher. Mais informações em www.muhm.org.br

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Mulheres, jornalistas e o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa - não necessariamente nesta mesma ordem

Já passa de meia-noite e por isso já encerramos o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. Sites como o  do Reporters Without Borders (Repórteres sem Fronteiras) ou Knight Center of Journalism registram diariamente ameaças, abusos e mortes de jornalistas por todo o mundo, com destaque para México, Venezuela, Oriente Médio, entre outros. Mas poucas são as abordagens diretas a casos de estupro e de violência a mulheres jornalistas. Lara Logan, correspondente da CBS, cobria em fevereiro a queda do ditador egípcio Hosni Mubarak, quando foi estuprada por algo entre 200 e 300 homens. Não é engano de digitação, nem de leitura, nem exagero: é realidade, triste, mas real. E é realidade também que as mulheres sofrem com essa violência muito mais do que imaginamos no Egito - considerado um país pouco afeito aos radicalismos ao ponto da própria notícia da presença de um ditador por tantos anos ter surpreendido muitos, mas obviamente é um país com abertura para ditadores e estupradores, estes de certa forma bastante tolerados. Vale, ainda, a lógica do "o que é que ela foi fazer lá", "ela 'pediu' isso", e por aí vai. E, infelizmente, o Brasil ainda considera válida essa lógica em muitos casos.

A entrevista da jornalista ao 60 minutos, da CBS promete ser a única, não só porque ainda será uma ferida aberta por algum tempo. Novas coberturas do gênero ainda serão difíceis para a profissional. Mas ela não quer virar "a repórter estuprada no Egito", quer ser sim mais uma mulher que luta para que esse tipo de atrocidade não se repita com outras, e é por isso que neste dia em que se fala de Liberdade, mais do que de Imprensa, cito a de Gênero.

A data de hoje foi resultado de uma conferência da UNESCO em 1993, mas o cenário que se pretendia divulgar para evitar a repetição ainda precisa mudar muito. A escolha também marcou uma Declaração emitida em prol da independência e liberdade de imprensa Africana.

Pois Lara Logan era Sul Africana, mas trabalhava para a americana CBS naquela data. Os relatos, para quem não domina o inglês, são bastante chocantes, e a força que ainda demonstra talvez indique inclusive que nem a ficha tenha caído totalmente. Afinal, ser "tragada" por uma multidão ensandecida que começa a gritar que iriam tirar suas calças, cumprir a promessa, afastar colegas e seguranças, ser puxada, agarrada, despida sentindo as roupas serem rasgadas e estuprada com mãos, dedos, ser fotografada nessa situação por celulares de centenas, e em menos de três meses estar à frente das câmeras novamente, conseguindo inclusive manter certa empolgação sobre o momento histórico presenciado em um dia que certamente desejaria esquecer, é, se não heróico, quase insano. Pode ter vindo dos casal de filhos a força que precisava - e cabe relatar que ela mesma diz ter agradecido a nova chance, já que ela saiu de perto deles, o eterno dilema das mulheres que "trabalham fora".

Outra parte igualmente forte é o contraste entre a cobertura e entradas ao vivo que a equipe estava fazendo, relatando a alegria do povo, quando, de repente, há um problema no equipamento, uma luz se apaga, outra, de repente ouve-se o grito da jornalista dizendo "não!" e uma escuridão toma conta do vídeo. É essa escuridão que ficou na minha memória, até mesmo porque lembro sempre de uma frase que vi escrita em uma foto de uma cela do Presídio Central de Porto Alegre anos atrás em um laudo pericial que dizia: "não esqueça que até as sombras te deixam sozinho na escuridão."

Depois desse momento é que inicia o desespero da profissional, que relatou que as demonstrações desse desespero só estimulava os agressores, que apreciaram sua dor e seguiram o estupro e puxões de cabelo, que, por pouco, não resultou em um quase escalpo.

Aos homens que que lerem esse texto, assistirem os vídeos ou virem qualquer outra referência a este fato, lembrem-se sempre do relato de impotência e desespero dos colegas homens de Lara Logan.

De qualquer forma fica aqui a reflexão e a homenagem aos colegas que trabalham mundo a fora para mostrar às pessoas tudo de bom e de ruim que o ser humano é capaz.



quarta-feira, 9 de março de 2011

Porque ainda precisamos de um Dia Internacional da Mulher



Ontem quando recebi de algumas amigas mensagens sobre o Dia Internacional da Mulher fiquei, como todos os anos, pensando a respeito da data e do porque de ser preciso marcá-la. Pensei várias vezes em fazer um post na época em que os vídeos deste caso da escrivã foram divulgados. Fui achando mais e mais coisas a respeito até ver que não só há vídeos diversos em que mostram quase tudo e entrevistas em que é plenamente possível identificar a vítima - porque ela é vítima, mesmo que culpada de outro delito  - e finalmente vi que é possível ter todas as informações possíveis dessa mulher: nome completo, documentos, etc. Quem foi inserindo em seus blogs trechos de processos e e-mails foi deixando partes em que é possível ver as informações de início codificadas. Ou seja: a invasão foi muito pior agora. A única coisa positiva é que se não fosse tudo isso os delegados e a corregedora estariam ainda numa boa. Para o que fizeram - ou no caso da corregedora, não fizeram - nada é suficiente. Mas é um começo. Não há o que comentar além de que não é possível que esses homens sigam na Polícia - assim, com "P" maiúsculo. É preciso que o delegado que "conduziu" esse show de horrores seja exonerado e impedido de atuar em qualquer cargo do gênero para sempre e ainda seja obrigado a fazer um tratamento psiquiátrico, seguido de horas de serviço de interesse público. Que o processo paralelo contra a escrivã siga. Uma coisa nada tem a ver com a outra. Que retrocesso. Até em Luanda o caso foi parar. Enfim... "Feliz" Dia da Mulher.

Em tempo: uma boa iniciativa da presidente Dilma é a exposição que aborda a trajetória feminina na arte brasileira. Esperamos que possa circular pelo país em algum momento. A propósito: Centro Cultural Caixa em Porto Alegre segue prometido para 2012? Quem trabalha nesses centros é concursado ou contratado de outra forma - qual? Se alguém souber informar, por favor, e-mails!

Música clássica e gratuita de presente

O Museu de História da Medicina promove excepcionalmente no dia 10 de março de 2011 às 18h30min a volta das férias do Sarau Lírico, já em seu terceiro ano da atividade no Quintas no Museu. O evento, que normalmente acontece na 1ª quinta-feira de cada mês vai ser apresentado na segunda semana em função do Carnaval e será comemorativa ao Dia da Mulher. A edição terá a participação da soprano Rosimari Oliveira e do pianista Leandro Faber, sob a coordenação do médico Aury Hilário, diretor-presidente da Associação Gaúcha de Cultura Musical, com apoio do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul. No programa, Mozart, Villa-Lobos, Montsalvatge, Puccini, Leoncavalo e Verdi. As atividades acontecem na Sala Rita Lobato - nome da gaúcha que foi a primeira mulher a formar-se em Medicina no Brasil.


A entrada é gratuita, mas o museu convida aos que puderem participar da campanha de arrecadação de alimentos da Associação Saúde Criança, levem suas contribuições no dia do evento. Os alimentos que têm maior demanda são: feijão, açúcar, óleo, massa, farinha de trigo e de milho e leite integral. A associação repassa em forma de cesta básica às famílias atendidas, que são encaminhadas pelo Hospital da Criança Conceição.

Mais informações em http://www.muhm.org.br/, pelo fone (51) 3029-2900 ou pelo e-mail imprensamuseu@simers.org.br. O museu fica na av. Independência, 270, Centro Histórico de Porto Alegre.

sábado, 12 de junho de 2010

Ao dia de hoje

terça-feira, 13 de abril de 2010

Em tempos que passa tanto tempo

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Pois é: a idade chega para todo mundo. Mas em geral dá pra ainda se divertir com a situação, como na charge do blog Mulher de 30. O problema é que à medida em que NÓS vamos ficando mais velhos e velhas, é preciso lembrar que OUTRAS pessoas também ficam: nossos avós, nossos pais. Vão-se os primeiros, e nos damos conta. A expectativa de vida do brasileiro está aumentando, e isso é bom, mas estou (vi)vendo que nós filhos e netos não estamos preparados para lidar com as situações que a ciência não resolve sem uma boa dose de paciência, respeito, amor, paciência, compreensão, amizade, bom humor, paciência, alegria, informação, saúde, paciência, grana e... paciência. E grana.

Minhas dúvidas são muitas, e alguns de meus amigos já estejam começando a passar por elas. Outros, filhos de pais mais jovens, não tardarão a se questionar também sobre uma série de coisas, das limitações e problemas até o simples dia-a-dia que muda. Sensibilidade, irritação, incompreensão, baixa auto-estima, teimosia... nossa, haja... paciência. Aí lembramos que já fomos bebês deles e vemos que é uma ironia da vida que precisa ser encarada com... amor, paciência...grana...

Enfim: criei o blog "Agora que ficam(os) velhos" ou "Ficamos velhos, e agora?" - como preferirem - e o endereço é http://agoraqueficamosvelhos.blogspot.com .O objetivo é discutir, recolher e trocar informações, experiências, dúvidas. É livre para que as pessoas se agreguem tanto nas postagens - amigos jornalistas, querem contribuir como autores? - como em comentários, sugestões de conteúdos, eventos, legislação, etc.

quarta-feira, 10 de março de 2010

3.1 reloaded


Assim é a vida pelos 30 anos... um dia cheio de gás seguido por outro de ressaca ou tédio. Outros dias em que nos orgulhamos de tudo o que já fizemos, outros em que percebemos que isso nunca vai ser suficiente. Mas também é a fase da vida em que esses comentários que tentam nos colocam para baixo são apenas coisas de pessoas que são muito diferentes de nós mesmas e que não há motivo para entrar em pânico ou depressão. Afinal, nessas alturas, a adolescência ficou para trás já faz um tempinho. Viva! Não que não tenhamos nossas recaídas, ao menos durante a TPM... Para, literalmente, "ilustrar" essa fase, mais algumas tirinhas da Cibele Santos, que eu não preciso dizer que eu acho geniais.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Revolução das Margaridas

 

Deu no Jornal do Brasil hoje que lugar de mulher é nos HQs. Explico: a matéria é sobre as mudanças da sociedade e das mulheres ao longo dos últimos anos que é possível analisar por personagens como Margarida e Mônica. O caso de Margarida é emblemático: primeiro porque há até um livro chamado "Para ler o Pato Donald", de Armand Mattelard, sobre análise semelhante; depois, porque a mudança foi visível. A personagem mudou o visual - que antes era sempre o mesmo, assim como a maioria dos demais personagens - para modelos mais modernos e sempre diferentes; passou de secretária a repórter; mudou de postura com relação a casamento e modo de vida.