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domingo, 7 de julho de 2013

Porto Alegre: uma vista para guardar, uma memória a recuperar


Pautas proporcionam algumas belas visões. A cidade é uma das melhores delas. Depois de uma noite pesada com o caso do incêndio no Mercado Público, deixo uma das mais bonitas. E que o bará ajude o Mercado. Vamos acompanhar desde as causas, para não se repetirem, até as ações para recuperar, que tenham recursos extras, e não prejudiciais ao PAC Cidades Históricas. E que a história tragada pelo fogo, especialmente no Memorial, possa ser ao menos em sua maior parte buscada em outras fontes. Que aqueles que ali pesquisarem contribuam para isso.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Museu vai à Escola

Uma das ações educativas do Museu de História da Medicina do RS é o projeto Muhm vai à Escola, que leva uma oficina de preservação de livros em forma de contação de histórias. Este ano as primeiras atividades aconteceram em uma escola particular (Vinícius de Morais) e outra pública (João Goulart) nos bairros Restinga e Sarandi, de Porto Alegre, em duas visitas realizadas no final de maio com várias turmas das duas escolas. O agendamento da ida do museu à escola, assim como da escola ao museu, pode ser feito pelo e-mail educativo@muhm.org.br, e a agenda pode ser consultada em www.muhm.org.br/educativo.





O Museu também estimula a educação continuada em forma de palestras, e até novembro deste ano realiza um ciclo para formação e atualização de professores, o "Papos de Professor", já em seu terceiro ano.




terça-feira, 4 de junho de 2013

Pinacoteca Rubem Berta... expectativa se renova



Anunciada pela segunda vez para a segunda metade de 2012, finalmente parece que a Pinacoteca Rubem Berta, na rua Duque de Caxias, em Porto Alegre, está mais próxima de ser aberta ao público. Os tapumes saíram e já é possível ver acabamentos. O que faz lembrar... e o Capitólio? E a Bibliotheca Pública (agora com a polêmica do novo nome)? E os restauros das praças agraciadas com o PAC Cidades Históricas, como a Matriz e a Dom Sebastião? E a Copa chegando.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Apesar do vandalismo: pessoas querem ver seu patrimônio preservado

Alguns dias após a postagem anterior, no aniversário de 100 anos do monumento a Julio de Castilhos na Praça da Matriz. Não estou discutindo o mérito do homenageado, mas, já que está lá e é um ponto turístico da cidade por onde passam centenas de máquinas fotográficas digitais e celulares - já que as pessoas andam meio em baixa - compartilhando as cenas mundo afora, é impensável que um local desses fique tão abandonado. Esperando o PAC Cidades Históricas, é isso?


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Praça da Matriz: esquecida ou negligenciada, @Prefeitura_POA?


Todos os dias deputados, prefeitos, o governador, o bispo, público que visita o museu, a Catedral, que necessita de serviços judiciários ou acompanha as atividades do legislativo e executivo passam pela Praça da Matriz, em Porto Alegre. O ônibus da Linha Turismo passa diariamente por ali e turistas espontâneos e estudantes visitam a área para conhecer a história e apreciar o local. Moradores levam crianças e animais para brincar, e muitos levam tricô e chimarrão para a praça. Adolescentes saem das escolas próximas e andam de skate ou bicicleta, sentam para conversar. Mesmo assim, com tanta atividade e com a teórica segurança por conta de todos os poderes reunidos ao redor da praça, com policiais e câmeras em volta, como pode o local estar tão abandonado, pichado, quebrado, com lâmpadas e peças das luminárias faltando? O que falta? Para mim é um mistério que um local onde tantas autoridades passam, onde o público frequenta e que é próximo de um posto da Brigada Militar - não contando os que ficam fixos na guarita do Palácio - e com câmeras possa ser tão abandonado ao ponto de ser possível tanta depredação e pichação. Há um jardineiro que tenta manter o local em ordem, mas o problema vai além das plantas. É preciso que seja feita uma parceria urgente entre a prefeitura e a BM para garantir que o Centro Histórico, em especial este local e o entorno da Prefeitura sejam locais de segurança pessoal e patrimonial com cuidado exemplar. Também é possível traçar parcerias e até convocar para mutirões para limpeza e pintura do local, tenho certeza de que haveria colaboração, desde que houvesse orientação sobre produtos e forma de limpeza e pintura e posterior aplicação de tinta anti-pichação, seguida de segurança efetiva e punição aos infratores. Um outro trabalho paralelo seria com a comunidade quanto ao lixo na Riachuelo, mas isso é tema para outro post. Nunca vi, pensando bem, a Guarda Municipal no local. Me parece que embora já tenha sido sugerido que houvesse um guarda por praça e que a prefeitura tenha dito que é inviável, um revezamento entre BM e GM somado ao controle pelas câmeras e ação quando algo suspeito for notado não me parece ser. O que não é possível é que coisas tão simples fiquem sem solução. 


Precisamos de obras de infra-estrutura, de transporte, de melhoria no atendimento de saúde, fim das filas, etc, sim, mas precisamos manter e melhorar coisas simples como a limpeza e segurança patrimonial urbana, que também influi na sensação de insegurança e abandono dos locais, que, felizmente, no caso desta praça, ainda não houve.




terça-feira, 14 de agosto de 2012

Fim da novela das placas

Após 5 meses (veja aqui e aqui) e alguns protocolos abertos pelo próprio administrador do Twitter @Prefeitura_POA direcionados ora à SMIC, ora à SMAM, finalmente foram retiradas as duas placas inúteis - o evento não acontece mais, pichadas e enferrujadas. Inclusive mordi a língua, pois jurava que quando tirassem iriam tirar apenas uma, e, mais alguns meses depois, a outra. Não, tiraram ambas. Renovo minha fé no ser humano e no serviço público. Obrigada, Prefeitura.



segunda-feira, 14 de maio de 2012

Prédios e patrimônio: muito a fazer



A propósito: o prédio do "antigo Hotel Nacional" está com placas de restauração por meio de projeto do Governo Federal. Não vi andar ainda. A Pinacoteca em frente à Assembleia, também, mas a última parece andar.



Outras obras, como a do Capitólio, já nem se sabe em que pé estão. Mas esta carcaça, tem jeito? Qual? Alguém explica? E qual a diferença deste caso para o do prédio da Riachuelo com a Marechal Floriano escorado pela Prefeitura este ano quando esteve em risco de desmoronamento? É passível de se enquadrar no projeto? Ou antigo hotel corre o risco de ficar à deriva também? Poder público precisa agir, sendo ou não prédio de sua propriedade, pois além do efeito visual e turístico há o quesito risco. Isto não vale para o prefeito atual, vale para os que já passaram e para o que vier. Não é uma crítica isolada ao atual, afinal muitos passaram e nada fizeram. Outro dia vi uma comitiva da Câmara de Vereadores analisando o Centro Histórico, a Praça da Matriz. A acompanhar.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Da Lepra à Hanseníase: exposição inaugura dia 17

No dia 17 de maio às 18h30min o Museu de História da Medicina (av. Independência, 270) inaugura sua próxima exposição, que se chamará Da lepra à hanseníase. A mostra, que ficará até 30 de setembro na Sala Rita Lobato, contará com vídeos e imagens históricas com acervo do próprio Hospital Colônia Itapuã, além de fotos recentes feitas pela Primeira Dama do Estado Sandra Genro, médica e fotógrafa, em visita ao local no início deste ano. A data antecede o Dia Internacional de Museus, comemorado no dia 18 de maio, e acontece dentro da 10ª Semana Nacional de Museus, promoção do Instituto Brasileiro de Museus do Ministério da Cultura (Ibram/MinC).


(Foto: Cedope HCI)

Veja mais fotos do acervo Cedope HCI
Confira a programação completa do MUHM para a 10ª Semana de Museus
Leia mais na revista
VOX Médica, do mantenedor do MUHM, Sindicato Médico do RS

 

A exposição pretende discutir e difundir a história das políticas públicas de saúde voltadas para uma doença emblemática na História da Humanidade, a lepra, hoje denominada no Brasil hanseníase. Impossível tratar do tema sem abordar os leprosários e mais tarde os Hospitais Colônias. Nesse sentido, ganha espaço o Hospital Colônia Itapuã (HCI), localizado a 67 Km de Porto Alegre, única instituição do gênero no RS.

A iniciativa possibilitará o reconhecimento dos atores sociais envolvidos: políticos, médicos e enfermos. A pretensão do MUHM é mostrar as transformações da moléstia ao longo do tempo, evidenciar que médicos e doentes estavam condicionados ao conhecimento técnico e científico do período, apontando assim que o isolamento era a única terapêutica reconhecidamente eficiente e que o estigma remonta a um imaginário tão antigo quanto a trajetória humana.

Isolamento e hospitais colônia

Hospitais colônia como o Itapuã tentavam reproduzir a vida do lado de fora. Assim foram construídas igrejas, pavilhões de diversões, foram estimuladas atividades esportivas e religiosas. A igreja luterana do local é uma das últimas obras do arquiteto Theo Wiederspahn, e houve até o Clube Esportivo Itapuã. Mas, apesar de haver casamentos como fora da colônia, os filhos eram transferidos ao nascer para outro local, o Amparo Santa Cruz. Situações semelhantes aconteceram país afora e atualmente existem ações para promover a reunião dessas famílias.

Para ilustrar a estrutura do hospital, um vídeo produzido pela Leopoldis-Som cedido pelo Museu do Trabalho e pela RBS TV, mostra o local em 1943. Já o documentário "Memórias do Isolamento", produzido pela doutora em História Juliane Serres e pelo fotodocumentarista Felipe Henrique Gavioli, dá conta do aspecto do isolamento por meio de entrevistas com internos. Um vídeo com trechos da mini-série "Rei Davi", com imagens cedidas pela Rede Record, se encarrega de mostrar o quão antiga é a doença e a própria prática do isolamento, substituída apenas recentemente com o advento da cura e do tratamento.

Itapuã hoje

As fotos do Hospital Colônia Itapuã atual são fruto de uma parceria com o Gabinete da Primeira-Dama do RS, que traz a mostra fotográfica do Coletivo NonDogma. As fotos são dedicadas a revelar a atualidade das dependências e do cotidiano dos moradores do hospital, fruto do convite feito pelo Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) e da parceria com o Museu de História da Medicina. As imagens realizadas pelas fotógrafas Sandra Genro - também médica e Primeira-Dama do Estado do RS - e Beliza Boniatti somam-se aos esforços de romper o isolamento imposto aos doentes e às suas famílias.

terça-feira, 27 de março de 2012

Antigo Hotel Nacional

O antigo Hotel Nacional, na esquina da João Manoel com Sete de Setembro está recebendo recursos de um programa de restauração de imóveis privados. Pelo valor (aproximadamente R$ 2 milhões) espero que além de ser feita uma restauração haja modos de mantê-la. E fica a pergunta: por que não foi feito o mesmo com o prédio da Riachuelo com a Marechal Floriano (ruas)?