Espaço para comentar notícias, falar sobre o cotidiano, política, comunicação, e a cultura que nos leva a ser quem somos. Ou será o contrário?

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Kubrick em Porto Alegre no fim de semana dos namorados

Você pode optar por tirar De olhos bem fechados na locadora no dia 12 ou assistir o curso todo "As obras-primas de Stanley Kubrick", que acontece dias 11 e 12 de junho no Cinebancários. Entre as "obras-primas", 2001 – Uma Odisséia no Espaço; Laranja Mecânica e O Iluminado. O curso será ministrado pelo jornalista, professor e crítico de cinema Sérgio Rizzo.



Quando: 11 e 12 de junho, das 9h às 12h

Onde: CineBancários (Rua General Câmara, nº 424 - Porto Alegre / RS)
Investimento: R$ 80,00
O que a casa oferece: Apostila e Certificado de participação


Contato: cenaum@cenaum.net ou (51) 9101-9377




terça-feira, 24 de maio de 2011

Três museus de Porto Alegre em dois minutos

Como semana passada foi a 9ª Semana Nacional de Museus o pessoal da ZeroHora.Com resolveu fazer um vídeo com três museus próximos: Museu da UFRGS, Museu de História da Medicina e Museu da Eletricidade. É claro que ninguém vai levar 2 minutos nem pra ver um só, mas é bom para dar um "gostinho" e despertar a curiosidade, afinal, cada um deles tem muito mais para mostrar.

Cinema Inclusão - Sessão de "Antes que o mundo acabe" com audiodescrição na Pinacoteca da UFRGS


segunda-feira, 23 de maio de 2011

Casa M: novo espaço cultural de Porto Alegre pode revitalizar área da escadaria da João Manoel

Escadaria da rua João Manoel. Foto. Letícia Castro

Até que enfim pode ser que a área da escadaria da João Manoel, que é crítica. Há tempos eu penso que só a ocupação da região por algo que a movimente, como comércio ou cultura, poderia ajudar. Afinal, na rua 24 de maio, os barzinhos e a própria existência de entrada de edifícios ao longo da escadaria, faz a situação ser bem diferente. Na João Manoel, não: é abandonada, suja, esconderijo para uso de drogas ou assaltos. Uma pena. Sem falar "no lado de lá", um pouco menos abandonado, mas com uma calçada que diz tudo.
Agora, quem sabe. A Casa M vem a ser um novo espaço e será aberto amanhã - casualmente no dia 24 de maio, mas não confundir: ela fica na Fernando Machado, na altura da escadaria da João Manoel. A conferir a programação, que promete ser intensa. E eu espero poder cruzar a escadaria para conferir. Festa de abertura aberta à comunidade amanhã a partir das 17h.

Abaixo um trecho da notícia que está completa no site da Bienal.

Será inaugurada na terça-feira, 24 de maio, a Casa M, um dos projetos-chave da 8ª Bienal do Mercosul. Pensada para expandir a Bienal no tempo, a Casa M é um espaço cultural dedicado à promoção, ao desenvolvimento e ao intercâmbio artístico a nível regional, nacional e internacional, com ênfase no estímulo à cena artística local. A casa, que deve permanecer aberta até dezembro, vai oferecer atividades de diferentes linguagens, mesclando artes visuais, literatura, cinema, música, dança e teatro, entre outras expressões e áreas do conhecimento. 
Segundo a curadora assistente da Bienal, Fernanda Albuquerque, o nome "Casa M" (de Mercosul) pretende dar ênfase ao seu caráter de "casa", de local de integração e recepção, de situação doméstica, aberta e informal. Na programação estão previstas atividades voltadas ao público em geral e do meio artístico, como conversas, debates e workshopsentrevistas com artistas da 8ª Bienal do Mercosul, pocket-shows e mostras audiovisuais, além de ações especiais oferecidas à vizinhança. 
A Casa M terá uma sala de leitura, um espaço experimental de exposição (Vitrine), ateliê, área de convivência ambientes para projeção de vídeos e debates. O Projeto Pedagógico da 8ª Bienal do Mercosul vai promover, na Casa M, cursos de formação para professores e oficinas voltadas à arte-educação. 
No dia 24, acontece uma grande festa de inauguração aberta ao público: entre as 17h e as 24h, a Casa M vai receber os visitantes com uma intensa programação de performances, discotecagem, mostra de vídeos e apresentação do projeto da Bienal. 





Serviço Casa M
De segunda a sexta-feira, das 12h às 20h | Sábado, das 10h às 18h Rua Cel. Fernando Machado, 513 - Centro (em frente à escadaria da Rua João Manoel) CEP 90010-321 - Porto Alegre-RS Todas as atividades são gratuitas. Para oficinas, cursos, inscrições e informações: telefone 51 3519 7109 |casam@bienalmercosul.art.br| www.bienalmercosul.art.br/casam 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

3ª Feira do Livro e da Cultura do Corredor Cultural Bom Fim

 
Sem ser amanhã no próximo sábado (28) acontece no Museu da UFRGS a 3ª Feira do Livro e da Cultura do Corredor Cultural Bom Fim. Diversos museus, centros culturais e livrarias estarão lá oferecendo oficinas, divulgando seu trabalho e vendendo livros. A atividade vai das 10h às 17h com entrada gratuita e será também um dia de homenagens ao médico e escritor Moacyr Scliar, falecido no início do ano.



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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Medicina, sindicalismo e saúde: 80 anos de história



Dia 16 de maio, às 18h30min, na Sala Rita Lobato, o Museu de História da Medicina do RS inaugura a exposição SIMERS: 80 anos de História, sobre a trajetória de seu mantenedor, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, e sua contribuição para a saúde pública gaúcha desde sua fundação, em 1931, quando iniciou sua luta. A museografia é de Elcio Rossini, doutor em Poéticas Visuais pelo PPG em Artes visuais da UFRGS. A exposição integra o programa do MUHM para a 9ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em todo o país de 16 a 22 de maio, abrangendo o Dia Internacional dos Museus, comemorado dia 18. O MUHM irá oferecer durante a semana Ações Educativas dentro e fora do museu, visitas guiadas e sessão de cinema com palestra, entre outras atividades disponíveis em www.muhm.org.br.

SIMERS: 80 anos de História 
No Brasil, o sindicalismo surgiu no final do século XIX. Os operários imigrantes que trabalhavam em diversas fábricas estavam insatisfeitos com suas condições de trabalho e então começaram a se unir para questionar e lutar pelos seus direitos. O primeiro Sindicato de Médicos do Brasil foi fundado no Rio de Janeiro em 1927. No Rio Grande do Sul o Sindicato Médico foi criado em 1931. Na época, a Medicina não era uma profissão regulamentada e qualquer um poderia atuar como médico no RS. Desde então as lutas do SIMERS vão desde a busca e conquista de direitos dos médicos até o envolvimento em questões de saúde pública que repercutem na qualidade de médicos e demais cidadãos. 


A mostra conta com fotografias, informativos e outros documentos para contar a trajetória sindical do SIMERS, além de conter nichos contendo vídeos e destaques para diferentes períodos em que a atuação do sindicato foi determinante. 

Projeto museográfico 
Elcio Rossini foi responsável pela expografia de diferentes museus. Museu Interativo da Eletricidade do Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo, "Nos Trilhos da Memória", mostra do Memorial da Justiça do Trabalho, "Simões Lopes Neto" também no Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo, Memorial Copesul bo Pólo Petroquímico de Triunfo, "Arte e memória: Anos rebeldes", "Visíveis Invisíveis Lugares", "Em Casa no Universo", "Música Ciência e Tecnologia" e "Bom Fim: um bairro muitas histórias", estas últimas no Museu da UFRGS, são projetos seus. 

Inauguração: 16 de maio, 18h30min
Visitação: 17 de maio a 1ª de outubro de 2011, de terças a sextas-feiras das
11h às 19h; sábados, domingos e feriados das 14h às 19h.
Entrada: Gratuita.
Agendamento de escolas: Agenda e oficinas disponíveis em
www.muhm.org.br/educativo. Transporte para escolas públicas de Porto Alegre
e Grande Porto Alegre pelo e-mail educativo.museu@simers.org.br ou fone (51)
3029-2900.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Mulheres, jornalistas e o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa - não necessariamente nesta mesma ordem

Já passa de meia-noite e por isso já encerramos o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. Sites como o  do Reporters Without Borders (Repórteres sem Fronteiras) ou Knight Center of Journalism registram diariamente ameaças, abusos e mortes de jornalistas por todo o mundo, com destaque para México, Venezuela, Oriente Médio, entre outros. Mas poucas são as abordagens diretas a casos de estupro e de violência a mulheres jornalistas. Lara Logan, correspondente da CBS, cobria em fevereiro a queda do ditador egípcio Hosni Mubarak, quando foi estuprada por algo entre 200 e 300 homens. Não é engano de digitação, nem de leitura, nem exagero: é realidade, triste, mas real. E é realidade também que as mulheres sofrem com essa violência muito mais do que imaginamos no Egito - considerado um país pouco afeito aos radicalismos ao ponto da própria notícia da presença de um ditador por tantos anos ter surpreendido muitos, mas obviamente é um país com abertura para ditadores e estupradores, estes de certa forma bastante tolerados. Vale, ainda, a lógica do "o que é que ela foi fazer lá", "ela 'pediu' isso", e por aí vai. E, infelizmente, o Brasil ainda considera válida essa lógica em muitos casos.

A entrevista da jornalista ao 60 minutos, da CBS promete ser a única, não só porque ainda será uma ferida aberta por algum tempo. Novas coberturas do gênero ainda serão difíceis para a profissional. Mas ela não quer virar "a repórter estuprada no Egito", quer ser sim mais uma mulher que luta para que esse tipo de atrocidade não se repita com outras, e é por isso que neste dia em que se fala de Liberdade, mais do que de Imprensa, cito a de Gênero.

A data de hoje foi resultado de uma conferência da UNESCO em 1993, mas o cenário que se pretendia divulgar para evitar a repetição ainda precisa mudar muito. A escolha também marcou uma Declaração emitida em prol da independência e liberdade de imprensa Africana.

Pois Lara Logan era Sul Africana, mas trabalhava para a americana CBS naquela data. Os relatos, para quem não domina o inglês, são bastante chocantes, e a força que ainda demonstra talvez indique inclusive que nem a ficha tenha caído totalmente. Afinal, ser "tragada" por uma multidão ensandecida que começa a gritar que iriam tirar suas calças, cumprir a promessa, afastar colegas e seguranças, ser puxada, agarrada, despida sentindo as roupas serem rasgadas e estuprada com mãos, dedos, ser fotografada nessa situação por celulares de centenas, e em menos de três meses estar à frente das câmeras novamente, conseguindo inclusive manter certa empolgação sobre o momento histórico presenciado em um dia que certamente desejaria esquecer, é, se não heróico, quase insano. Pode ter vindo dos casal de filhos a força que precisava - e cabe relatar que ela mesma diz ter agradecido a nova chance, já que ela saiu de perto deles, o eterno dilema das mulheres que "trabalham fora".

Outra parte igualmente forte é o contraste entre a cobertura e entradas ao vivo que a equipe estava fazendo, relatando a alegria do povo, quando, de repente, há um problema no equipamento, uma luz se apaga, outra, de repente ouve-se o grito da jornalista dizendo "não!" e uma escuridão toma conta do vídeo. É essa escuridão que ficou na minha memória, até mesmo porque lembro sempre de uma frase que vi escrita em uma foto de uma cela do Presídio Central de Porto Alegre anos atrás em um laudo pericial que dizia: "não esqueça que até as sombras te deixam sozinho na escuridão."

Depois desse momento é que inicia o desespero da profissional, que relatou que as demonstrações desse desespero só estimulava os agressores, que apreciaram sua dor e seguiram o estupro e puxões de cabelo, que, por pouco, não resultou em um quase escalpo.

Aos homens que que lerem esse texto, assistirem os vídeos ou virem qualquer outra referência a este fato, lembrem-se sempre do relato de impotência e desespero dos colegas homens de Lara Logan.

De qualquer forma fica aqui a reflexão e a homenagem aos colegas que trabalham mundo a fora para mostrar às pessoas tudo de bom e de ruim que o ser humano é capaz.



segunda-feira, 2 de maio de 2011

O dia em que decidimos que matar é bom

Anotem a data: 02 de maio de 2011. Tinha que ter um 11, para lembrar aquele, de setembro, há 10 anos. Naquele dia, milhares de mortes foram lamentadas, orquestradas por uma pessoa que, ao morrer assassinada, levou outros milhares às ruas para comemorar. É nossa nova maçã, aquela em que decidimos ser deuses e expomos a vergonha ao mundo. Nada, nunca, vai justificar aquelas mortes, mesmo a parceria quase irônica dos próprios Estados Unidos com Osama Bin Laden décadas atrás. Mas não é menos bárbaro ver milhares de pessoas festejando a morte de alguém como se fosse a conquista de um título de Copa do Mundo. Entendo o alívio e até mesmo o sentimento de vingança. Mas a manifestação não apenas demonstra o alcance da degração social generalizada como abre espaço para mais ódio, ou seja, é possível que outros Osamos venham aí. 



Originalmente publicada em http://noticias.uol.com.br/album/110502festamortebinladen_album.jhtm#fotoNav=9

Imagens semelhantes a esta me deprimiram bastante hoje. Por isso mesmo vou manter aqui o tom sóbrio - essa é a palavra que o assunto merece. Quem quiser ler mais sobre o tema, recomendo: "Não há razão para comemorar um assassinato", diz historiadora após morte de Bin Laden, entrevista de Thiago Chaves-Scarelli, do UOL Notícias no portal UOL feita com a historiadora Maria Aparecida de Aquino, professora em História Social da Universidade de São Paulo (USP); e Conselho de Segurança da ONU "celebra" morte de Bin Laden, da AFP também para UOL.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Museus tuiteiros: + de 1.500 museus no Twitter

"Quem vive de futuro é museu", de Ana Paula Gaspar, foi o post finalista do YouPix abordando a interatividade dos museus na Internet e em redes sociais como Twitter e Facebook. O primeiro a repassar foi o Museu das Minas e do Metal:

Post "Quem vive de futuro é museu"
Post finalista do  cita o @ @@ como exemplos de interação com as mídias sociais:




O mesmo museu tem divulgado a hashtag #museustuiteiros, e junto com o Museu de História da Medicina do RS, juntamente com outros museus de Porto Alegre, incentiva nos semanais #FF que outras pessoas sigam museus nas sextas-feiras.


@muhmrs
   @ @@ @ @@ @

Esses mesmos museus realizaram um evento dentro da Primavera dos Museus no mês de setembro de 2010 que tratou de Museus e Redes Sociais, agregando e estimulando a criação de perfis por parte de outros museus (mais detalhes no post Museus e Twitteiros reunidos na 4ª Primavera de Museus).

Participaram o Museu do Inter, o projeto Memória Carris, Margs, Fundação Iberê Camargo, Museu da UFRGS, Memorial do RS (os 2 últimos ainda não tinham Twitter e Facebook na época) e ainda o Museu da Comunicação, que recém havia lançado seu site.





A relação futuro e museu, explorada no evento de Porto Alegre, também foi, portanto, o mote do post finalista do festival do citado YouPix, que é uma iniciativa que pretende discutir e divulgar a cultura digital - aliás, o número de iniciativas do gênero apenas crescem.

Cultura Digital em www.youpix.com.br
Depois dos museus que utilizam recursos tecnológicos na visitação e na divulgação, e de iniciativas como o Google Art Project, um museu que chegou ao 3D na web foi o Adobe Museum, de design. Apenas online, mas de acordo com a proposta, não deixa de ser um museu.

Alta tecnologia no Adobe Museum www.adobemuseum.com

As iniciativas não são poucas. O post E eis que o Google bota os Museus na roda e na rede já abordou o citado Google Art Project de visitas em 360º; outros dois trataram do esperado 18 de maio, Dia Internacional dos Museus, que envolve instituições em uma campanha mundial pelo Doodle do Google (post ICOM lança IMD 2011 e apoia Doodle4Museums 
Doodle 4 Museums: Google virou objeto de desejo).

Museum 3.0 e o futuro http://museum3.org/


O Museum 3.0 vai mais longe e pergunta: como será o museu do futuro? E algumas pessoas estão empenhadas em descobrir. É o caso de iniciativas divulgadas em perfis como o , que em 2010 incentivou museus do mundo a destinarem um dia para responder perguntas pelo Twitter. A segunda etapa foi um levantamento que já registrou mais de 1.500 museus pelo mundo presentes no microblog - o que ainda é muito pouco, diga-se de passagem - e agora divulga uma pesquisa (em inglês) sobre a presença e aproveitamento dessa presença dos museus na web.

MED&CINE: Mar Adentro é o filme de 19 de maio às 18h45 no MUHM

Vem aí uma nova edição do projeto inaugurado em abril com o filme O Jardineiro Fiel. Indústria farmacêutica foi tema discutido no primeiro MED&CINE (clique para saber como foi). 


O filme de maio, Mar Adentro, vai tratar de "Bioética, Morte e o Morrer", com exibição dia 19 de maio, às 18h45min. As inscrições são gratuitas para sócios do Núcleo Acadêmicos do SIMERS, e R$ 5,00 para não sócios e comunidade em geral. A atividade acontece na Sala Rita Lobato do Museu de História da Medicina (av. Independência, 270).