Espaço para comentar notícias, falar sobre o cotidiano, política, comunicação, e a cultura que nos leva a ser quem somos. Ou será o contrário?

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Hospital Conceição recebe exposição do MUHM sobre Mulheres, Medicina e Fé

"Mulheres, Museus e Memórias" é o tema da 5ª Primavera dos Museus

De 19 a 23 de setembro o Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul promove nos corredores do entorno do "Chalé da Cultura", espaço cultural do Hospital Conceição (av. Francisco Trein, 596 - Bairro Cristo Redentor) a exposição Mulheres e Práticas de Saúde: Medicina e Fé no Universo Feminino. Reeditada para a 5ª Primavera dos Museus, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) do Ministério da Cultura, a mostra vai ao encontro do tema desta primavera, "Mulheres, Museus e Memórias". O pioneirismo e a força das gaúchas será um dos destaques nesta mostra  que homenageia a trajetória de médicas que venceram barreiras sociais e políticas para estudar, se formar e prestar atendimento médico quando a atividade era predominantemente masculina. 

Foto: Divulgação/MUHM

Foto: Divulgação/MUHM

O museu também mostra o trabalho de outras mulheres, que não se tornaram médicas, mas que trouxeram luz para muitas pessoas: as parteiras. Algumas, com diploma. E, como a cura tem na fé uma grande aliada, as benzedeiras também estarão presentes com suas rezas e benzeduras. No sábado seguinte, dia 24 de setembro, a mostra volta para o Museu integrando um evento na praça Dom Sebastião, em frente ao MUHM, que será a 2ª Mateada da Primavera, que terá a presença de equipe e ônibus da Escola do Chimarrão, de Venâncio Aires, ensinando diferentes formas de preparar o chimarrão.

Visite a mostra Mulheres e Práticas de Saúde: Medicina e Fé no Universo FemininoFotos e documentário: Felipe Henrique Gavioli 

Documentários

As histórias dessas mulhers são apresentadas através de paineis com fotos de Felipe Henrique Gavioli e dois documentários"Fé" e "Vida", também do fotodocumentarista, que registrou as entrevistas realizadas pelo historiador Éverton Quevedo para a exposição. Foram fotografadas e ouvidas dez médicas ainda atuantes de diferentes especialidades que, além de serem protagonistas do seu tempo, já que o crescimento da atividade profissional feminina ainda é recente, alcançaram níveis de excelência técnica e acadêmica.
 
Já as parteiras e benzedeiras foram escolhidas com o apoio da folclorista Elma Sant'Ana, que editou, em parceria com o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), dois livros com essa temática. Foram feitas entrevistas tanto em Porto Alegre como no Interior do estado, em municípios como Santa Maria, Ijuí, Uruguaiana, Capivaria do Sul, entre outros. 
 
No site do museu (www.muhm.org.br) é possível ainda conhecer outras trajetórias mostradas na primeira edição da mostra, em 2008. A precursora, a gaúcha Rita Lobato, formou-se na Bahia em 1887, e foi também a primeira vereadora eleita. As duas médicas seguintes a formar-se em território brasileiro também eram gaúchas: Ermelinda Lopes Vasconcelos e Antonieta César Dias formaram-se no Rio de Janeiro, em 1888 e 1889. Mais tarde, em 1904, Alice Maeffer tornou-se a primeira a formar-se em solo gaúcho.





terça-feira, 6 de setembro de 2011

Obras que param no tempo



Gostaria que alguém explicasse como uma obra que deveria estar pronta em 2008 entra em fins de 2011 parada ao lado e em frente ao Palácio Piratini e Assembleia Legislativa, numa área histórica, turística e que reúne diferentes poderes e tem a circulação da totalidade dos deputados estaduais sem que ninguém tome providências. A placa mostra que há investimento do governo federal com envolvimento do IPHAN, Prefeitura de Porto Alegre/SMOV/SMC, mas esse tipo de obra é de interesse de todas as esferas, ainda mais estando assim, tão perto do executivo e legislativo gaúcho. E está lá, abandonada.

Porto Alegre e a lógica do "se não dá pra ajudar, eu atrapalho"

Não é necessário explicar a ninguém que viva em Porto Alegre há quanto tempo esperamos para ver sair do papel a despoluição do Guaíba e a sua navegação até a cidade homônima mais o projeto de revitalização do cais Mauá. Isso sem falar na OSPA e na limpeza do Arroio Dilúvio. E há ainda o Metrô e o Aeromóvel. O problema é que além da "vontade política" parece que existe um grupo que não só é grande como é multiplicador de seguidores da arte do "se não dá pra ajudar, eu atrapalho". E isso é em todas as esferas. Vejam só: hoje acordei com a notícia de que o Sindicato dos Portuários está contestando o projeto de revitalização do cais pelos trâmites legais envolvendo secretaria de Portos e Hidrovias, etc. Agora à tarde, outra notícia: a de que o governo Federal mandou reduzir o valor do Metrô. Nada contra que as coisas nasçam do jeito certo, mas, convenhamos, FAZ TEMPO que esses projetos estão "por aí". É tão difícil fazer do jeito certo, sem precisar ir e voltar tantas vezes, perder recursos, passar o tempo? Quando PARECE que alguém está fazendo alguma coisa, sempre surge um "do contra". E se esse "do contra" estiver certo, bem, então tem gerações de pessoas fazendo tudo errado nesses projetos, pois entram e saem governos de diferentes partidos e a coisa não anda. Se nem a tempo da Copa vai sair, será que um dia sai? E fica a pergunta: quem ganha com isso?

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Vem aí a 2ªMateada da Primavera e a 5ª Primavera dos Museus

Evento será dia 24 de setembro na Praça Dom Sebastião em frente ao Museu de História da Medicina do RS (av. Independência, 270). A programação em breve vai estar disponível em www.muhm.org.br, junto com a relação de parceiros do evento e das atividades que cada um irá desenvolver. A atividade principal, a mateada, em si, fica por conta da Escola do Chimarrão, de Venâncio Aires, que das 10h às 17h estará ensinando na praça diversas formas de preparar o chimarrão. 

O evento integra ainda a 5ª Primavera de Museus do Instituto Brasileiro de Museus do Ministério da Cultura (Ibram/MinC), que vai de 19 a 25 de setembro de 2011. Como neste ano  o tema da Primavera dos Museus é "Mulheres, Museus e Memórias", o MUHM também terá uma reedição da mostra "Mulheres e Práticas de Saúde: Medicina e Fé no Universo Feminino" na praça. Antes, de 19 a 23 de setembro, a exposição também estará no "Chalé da Cultura", espaço cultural do Hospital Conceição (av. Francisco Trein, 596 - Bairro Cristo Redentor).

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Está cada vez mais difícil ter orgulho

Em tempos de "orgulhos" diversos circulando por aí, hoje recebi de uma pessoa que respeito uma mensagem provocativa sobre o tema e questionando se seria exagero ou realidade um texto atribuído ao jurista Ives Gandra. Nesse texto ele afirma(ria) que o "cidadão comum e branco" estaria sendo vítima de perseguição. Nem vou entrar no mérito do que é comum e de quem é branco no Brasil, mas, vamos lá... o título desse suposto texto é "Branco, honesto, contribuinte, eleitor, étero [sic]... Pra quê?" (Ives Gandra escrevendo "étero"? Para mim é mais um texto atribuído a pessoas conhecidas circulando pela rede para ganhar mais importância do que se fosse apócrifo ou de um desconhecido. Bom, seja de quem for...)


Ainda sou uma privilegiada: sou branca, eleitora, contribuinte, honesta, heterossexual, e fora o fato de ser mulher, dependendo do país onde for posso viver uma vida quase sempre sem diferenças. Eu disse "quase": os cargos de chefia e as melhores remunerações ainda são menores para mulheres do que para homens, mesmo onde já somos maioria. Na política, somos poucas. Falta de interesse ou de estímulo? Mulher, se é durona, é sapatão ou mal-amada. E quem dá chefia para homossexuais assumidos fora do mundo da moda, da noite, de lugares considerados mais "descolados"? 

Tem muita coisa pra mudar. E adoraria que nenhuma medida fosse necessária para isso, mas faz muita diferença para as pessoas ver outras, parecidas com elas, chegando à faculdade, subindo na vida, pelo simples fato de que podem ver que É POSSÍVEL. Hoje conto nos dedos os negros em formaturas. Dedos de UMA das mãos. E sobra. O sentimento geral é o de que nem vale a pena tentar porque ninguém dali conseguiu antes, melhor se conformar.

Índios e quilombolas estão lutando por seus direitos. Há exageros? Sempre vão surgir os aproveitadores e as discrepâncias. Nós, os privilegiados que tiveram mais estudo e condições até hoje, temos que discutir a lei, não a cor das pessoas que estão sendo beneficiadas. Que cobremos. E acho muito estranho logo o Ives Gandra não saber disso...

Temos sim é que brigar por mais educação na base, que permita que possamos ir diminuindo as cotas, que as pessoas tenham mais conhecimento para manter-se saudáveis e exigir seus direitos pelas vias legais, para serem pessoas melhores e portanto pais e mães melhores que vão dar uma educação boa antes mesmo da criança chegar à escola, que não fará milagres, e isso, sim, vai diminuir - jamais fazer acabar, infelizmente - a violência de qualquer tipo, física ou psicológica, a miséria, a falta de saúde, de acesso ao que é bom. 

Quem sabe aí as pessoas lembrem em quem votaram, cobrem posições e resultados e se candidatem porque querem fazer algo para mudar - e depois voltem para suas atividades, elas não precisam ficar sempre lá. Seria como ser síndico do prédio: todo mundo passa por lá um dia, dá trabalho, pode ser que tenha uma compensação financeira, mas é muito mais cidadania do que qualquer outra coisa.

E espero que aí, com um pouco mais de igualdade, diminua também - porque não vai acabar, mas pode ser reduzida - a corrupção. Não aquela GRANDE corrupção, mas aqueles pequenos desvios, de TODOS OS DIAS e a que TODOS NÓS sucumbimos uma hora ou outra: o de baixar um filme ou cd da Internet, não avisar se veio troco a mais, estacionar onde não pode porque é mais rápido, passar o sinal só dessa vez porque está com pressa, parar em cima da faixa para alguém descer porque dá trabalho estacionar de verdade, falar no celular dirigindo, ser criativo no IRPF... 

Falta muito? Falta... mas faltava bem mais quando eles eram tão invisíveis que nós nem discutíamos isso. Poder fazer isso já é um grande avanço.

Vídeos para pensar e discutir:







sábado, 20 de agosto de 2011

Protesto censurado



Esse filme foi censurado pelo YouTube por conter um simples beijo. Mesmo havendo cenas mais ousadas e inclusive de violência na rede, este foi considerado impróprio para menores de 18 anos. E heterossexuais podem se beijar de qualquer forma que as crianças podem ver? Hipocrisia e homofobia...

Assista também a resposta do diretor e ator do vídeo, Rafael Puetter:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=EDytO4kF61o

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Encontro de Twitteiros Culturais no Solar dos Câmara

Tudo sobre os Encontros de Twitteiros Culturais do Brasil

No dia 25 de agosto às 19h acontece no Solar dos Câmara no Centro Histórico de Porto  mais uma edição do Encontro de Twitteiros Culturais. O tema previsto é os músicos na rede e o evento será em forma de Sarau. Acompanhe mais informações pelo Twitter @etc_poa.

O Historiador e o Patrimônio Histórico em discussão (e regulamentação!)

O Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul e o GT Acervos promovem no dia 18 de agosto o Quintas no Museu Especial: o Historiador e o Patrimônio Histórico. As inscrições esgotaram-se dia 09 e estão trabalhando com lista de espera. O evento será uma mesa-redonda com os Historiadores Prof. Dr. Durval Muniz Albuquerque, ex-presidente da ANPUH Nacional (2009-2011) e Prof. Dr. Benito Bisso Schmidt, atual presidente (2011-2013)
Tendo em vista o processo de regulamentação da profissão de Historiador que tramita no Congresso Nacional e as comemorações do Dia do Historiador (19/08) e do Patrimônio Histórico (17/08), o MUHM e o GT Acervos da ANPUH-RS promovem mesa redonda que pretende discutir o processo de regulamentação e, a partir dessa concretização, a inserção dos profissionais de história dentro do mercado de trabalho, principalmente em instituições de salvaguarda, preservação e divulgação do Patrimônio Histórico.


Em tempos de regulamentação e desregulamentação de profissões, um bom debate.

Data: 18 de agosto de 2011 Horário: 18h30min
Local: Museu de História da Medicina - Av. Independência, 270
Ingresso Solidário: 1 litro de leite
Inscrições: no site www.muhm.org.br ou no local se ainda houver
vagas. Garanta a sua.
Atividade com emissão de certificado.
Vagas limitadas e atualmente com lista de espera!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Gangue da Matriz

(gan.gue) 

sf.
1 Grupo organizado de bandidos, de malfeitores; BANDO; MALTA; CORJA: uma gangue de assaltantes de banco. 
2 Fig. Pop. Grupo de pessoas que andam juntas, ger. jovens e, às vezes, com intuitos agressivos. 
3 Fig. Pop. Patota, turma: Saiu com a gangue dela para ir ao cinema.

[F.: Do ing. gang.]


É, deputado, é isso mesmo... ou será que aumento para si mesmo em detrimento da população que não tem reajustes dessa proporção e não tem gerência sobre isso. Sem falar no fato de que esses recursos saem todos do mesmo lugar e não chegam a uma série de serviços necessários. Além disso foi ação combinada em grupo. Se isso não se assemelha a uma gangue...