Espaço para comentar notícias, falar sobre o cotidiano, política, comunicação, e a cultura que nos leva a ser quem somos. Ou será o contrário?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Seminários temáticos sobre Comunicação na PUCRS em Fevereiro

Embora não vá estar em Porto Alegre na data, em fevereiro vão acontecer diversos seminários sobre Comunicação na PUCRS. Fica como opção para quem estiver na cidade e não estiver trabalhando ou viajando, pois serão à tarde. Há ainda uma exposição sobre o tema.



De 3 a 7 de Fevereiro na PUCRS
http://muticom.org/inscricoes/category/programacao-e-eixos-tematicos/



SEMINÁRIOS TEMÁTICOS
Coordenados por acadêmicos e com a participação ativa dos comunicadores presentes com o objetivo de debater e aprofundar um aspecto do tema central. Acontecem na parte da tarde, das 14 às 17 horas.
Dia 4 de fevereiro
  • Novo cenário político regional e políticas de comunicação
    Painelista: Rosa Alayza (Perú)
    Coordenador: Edelberto Behs (Brasil)
    Local: Prédio 05
  • Novos processos de comunicação nos diferentes atores sociais
    Painelista: Wrana Panizzi (Brasil)
    Coordenador: Miguel Millar (Chile)
    Local: Prédio 32
  • Meios públicos e direito à comunicação
    Painelista: Guillermo Mastrini (Argentina)
    Coordenador: Agostinho Sauthier (Brasil)
    Local: Prédio 15
  • Ética da comunicação na perspectiva de direitos
    Painelista: Gabriel Jaime Pérez (Colômbia)
    Coordenador: Elson Faxina (Brasil)
    Local: Prédio 50
  • Comunicação ante o Deus da esperança
    Painelista: Joana Puntel
    Coordenador: Arno Frelich (Brasil)
    Local: Prédio 11
Dia 5 de fevereiro
  • Concentração da propriedade nas comunicações e relações de poder
    Painelista: Martín Becerra (Argentina)
    Coordenadora: Ana Bélgica (República Dominicana)
    Local: Prédio 05
  • Sociedade da informação, processos de digitalização e convergência tecnológica
    Painelista: Carlos Eduardo Cortés (Colômbia)
    Coordenador: Pablo Ramos (Cuba)
    Local: Prédio 32
  • Nova realidade econômica latino-americana e suas conseqüências na comunicação
    Painelista: Pedrinho Guareschi (Brasil)
    Coordenador: Oscar Fajardo (Perú)
    Local: Prédio 15
  • Economia solidária e processos de comunicação
    Painelista: Paul Singer (Brasil)
    Coordenador: Antonio Camacho (México)
    Local: Prédio 50
  • Deus como "mercadoria" na era digital
    Painelista: Leomar Brustolin (Brasil)
    Coordenador: Arno Frelich
    Local: Prédio 11
Dia 6 de fevereiro
  • Comunicação nas diferenças e no conflito
    Painelista: Jesús Galindo Cáceres (México)
    Coordenador: Gustavo Andújar (Cuba)
    Local: Prédio 05
  • Comunicação no diálogo ecumênico e inter-religioso
    Painelista: Dennis Smith (Guatemala)
    Coordenador: Michel Bohler (Perú)
    Local: Prédio 32
  • Novas linguagens nos processos de inculturação do Evangelho
    Painelista: Paulo Suess (Brasil)
    Coordenadora: Alma Montoya (Colômbia) .
    Local: Prédio 15
  • Comunicação dos silenciados e processos de resistência
    Painelista: María Cristina Mata (Argentina)
    Coordenador: Edelberto Behs (Brasil)
    Local: Prédio 50
  • Teologia e comunicação na sociedade do conhecimento
    Painelista: Mons. Urbano Zilles (Brasil)
    Coordenador: Arno Frelich (Brasil)
    Local: Prédio 11
Dia 7 de fevereiro
Exposição sobre Processos de Comunicação e Cultura Solidária: construção de cenários de futuro, a cargo do comitê acadêmico do Mutirão: síntese dos trabalhos e da proposta da carta.
Coordenador: Washington Uranga (Argentina)
Debate aberto com intervenção dos participantes.
Síntese de todos os trabalhos e encaminhamentos finais.
Local: Salão de Eventos
Plenário conclusivo sobre a Carta de Porto Alegre
Local: Salão de Eventos



Valsando no verão de Porto Alegre



Começa hoje (07) a 16º edição da Mostra de Dança Verão, no Teatro Renascença (Av. Erico Verissimo, 307). Serão mais de 40 coreografias de alguns dos melhores profissionais e grupos da cidade, entre dança de rua, tango, balé, dança do ventre, samba, flamenco, salsa, dança contemporânea e jazz, e outros. Meu destaque pessoal é para o espetáculo Valsando, que assisti em 2009 e me apaixonei pelo figurino - de Nilma Correa - e pelo bom gosto do cenário e da iluminação. O espetáculo, viabilizado pelo Fumproarte, encerra a programação domingo (10) e será apresentado gratuitamente. Nas demais noites os ingressos custam R$ 10.
Na programação estão trabalhos de Anette Lubisco, Alexandre Rittmann, Didi Pedone, Ivan Motta, Tracy Freitas, Susana Dávila e  Carmen Pretto, além do coreógrafo Aldo Gonçalves, da Essência Companhia de dança, responsável pelo "Valsando". Há ainda as Cias Balé Maria Cristina Futuro, Hackres Crew e Batida de Rua. Neste ano, a Mostra também estará promovendo uma oficina especial de dança contemporânea com o coreógrafo Newton Moraes. As apresentações ocorrem sempre às 21h. Outras informações podem ser obtidas no Centro Municipal de Dança, pelo telefone 32898065 ou pelo e-mail centrodedanca@smc.prefpoa.com.br.

Tradições quilombolas em exposição no Gasômetro


A exposição Quilombolas - Tradições e Cultura da Resistência chega a Porto Alegre depois de visitar 15 outras cidades brasileiras e oito da América Latina. A abertura é nesta sexta-feira (08), no Centro Cultural Usina do Gasômetro - Galeria dos Arcos. O trabalho em negativo convencional preto-e-branco tratado digitalmente, do documentarista André Cypriano, é resultado da pesquisa de campo em 11 comunidades negras remanescentes dos quilombos no Brasil. A exposição pode ser "levada para casa" em livro homônimo disponível nas melhores livrarias (R$ 65 a 75).

A mostra pretende divulgar a realidade das comunidades quilombolas brasileiras e incentivar o diálogo entre as comunidades afrodescendentes de cada região do país por onde passa, dando-lhes visibilidade e enfatizando as questões sociais, culturais, reconhecimento e participação social.

A exposição, que em Porto Alegre tem o patrocínio da Petrobras, é composta por 27 fotografias em preto-e-branco, no formato 50 cm x 75 cm; sete fotografias panorâmicas, no formato 40 cm x 110 cm, seis fotografias em preto-e-branco 30 x 40 cm, dois mapas, cinco painéis de textos e legendas.

Desde 2007, a mostra já circulou por 15 cidades brasileiras e oito da América Latina (Assunção, Buenos Aires, Montevidéu, La Paz, Lima, Bogotá, Quito e Caracas). A curadoria da exposição é de Denise Carvalho, produtora cultural e diretora da Aori Produções Culturais, empresa realizadora do projeto. O material original faz parte do livro Quilombolas - Tradições e cultura da resistência, com fotografias de André Cypriano e pesquisa de Rafael Sanzio Araújo dos Anjos.


Exposição Quilombolas - Tradições e Cultura da Resistência
Local: Centro Cultural Usina do Gasômetro Galeria dos Arcos
Av. Pres. João Goulart, 551 - Porto Alegre
(51) 3289-8133 / 8135
Abertura: 8 de janeiro de 2010, às 19h
Visitação: De 9 de janeiro a 7 de fevereiro de 2010
Terça a domingo das 10h às 22h
Entrada gratuita

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Marquises e prédios: conservação e segurança

Pedaço de marquise cai e fere pedestre em Porto Alegre - O Globo

Ainda bem que não estava ali na hora: último dia de férias, seria muito azar. Mas até quando vai se machucar ou morrer gente de forma tão estúpida? Não muito tempo atrás desabou uma fachada inteira na mesma avenida, próximo ao posto de passagens da Rodoviária, e morreu uma menina. E poderiam ter sido mais pessoas.

Veja também matérias com foto em:

Rádio Guaíba
http://www.radioguaiba.com.br/Noticias/?Noticia=80849
Jornal do Comércio
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=16598&codp=104&codni=3

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Sarau Lírico no Museu de História da MedicIna traz a soprano Vera Campos e o pianista Sílvio Correa

O Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM) apresenta na primeira quinta-feira de janeiro (07) Sarau Lírico com a soprano Vera Campos e o pianista Sílvio Correa.

Os Saraus Líricos acontecem sempre na 1ª quinta-feira de cada mês dentro do projeto Quintas no Museu, com apoio da Associação Gaúcha de Cultura Musical, e do mantenedor do MUHM, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul.

Excepcionalmente durante o horário de verão os saraus iniciam às 18h30min. Em fevereiro não haverá Sarau.
Os eventos são realizados sempre na sala Rita Lobato do MUHM, que fica na av. Independência, 270, Centro de Porto Alegre (Prédio Histórico do Hospital Beneficência Portuguesa). A entrada é gratuita e há estacionamentos próximos ao local.


Vera Campos, soprano
Natural de Cachoeira do Sul, onde iniciou seus estudos de música, estudando canto com Julieta Bernardes e Vilma Sardi. Em 1963 graduou-se no Curso Superior de Música do Instituto de Artes da UFRGS, orientada por Olga Pereira. Um ano depois, em concurso no mesmo estabelecimento, obteve uma Medalha de Ouro. Posteriormente, concluiu o Curso da Escola de Ópera da OSPA.
Vera, que segundo a crítica especializada, "interpreta com suma sensibilidade, amparando-se num belo timbre e excelente dicção", apresentou-se em Montevidéu com a Orquestra Sinfônica Municipal, sob a regência de Tulio Belardi. Em Brasília, em 1982, participou da Flauta Mágica sob a direção de Manoel Ivo Cruz. Em 1984 interpretou Violetta em La Traviata e em 1985 Hanna em A Viúva Alegre, montagens da OSPA.
Tem realizado recitais de música brasileira e de câmara. Já atuou sob a regência de Pablo Komlós, Roberto Eggers, Eleazar de Carvalho, Davi Machado, Arlindo Teixeira, Alfredo Hülsberg, Nestor Wennholz, além dos acima citados.
De seu repertório constam ainda: B. Galuppi, Mozart, Puccini, Bizet, Donizetti, Carlos Gomes, Britten, J. Strauss e Franz Lehar.


Silvio Corrêa, pianista
 Bacharel em Piano pelo Instituto de Belas Artes da UFRGS e em Ciências Jurídicas e Sociais pela UniRitter.Há mais de 25 anos tem atuado ao lado de cantores líricos e instrumentistas.   Alguns nomes famosos do cenário lírico gaúcho já estiveram sob sua orientação, tais como: Fernando Elsner, Vera Campos, Nelly Baldauf, Daniel Soruco, Luiz E.Degrazzia, Eduardo Bighelini, Rodrigo Cadorin, Nelton Brasil, Giancarlo Barbieri, Gladys Gonçalves, Marga Alvarez, Jeanette Urtassun, Roger Scarton, Giovana Sartori, entre outros.  É reconhecido por seu refinamento quer como pianista solista ou como repassador. Em sua formação de Piano destaca-se o Prof. Hubertus Hoffmann e em Canto os Profs. Fernando Bertaso Ribeiro, Norma Fabel e a renomada soprano italiana em Milão Floriana Cavalli.

P    R    O    G    R    A    M    A
Sarau de 07 de janeiro de 2010


VERA CAMPOS Soprano     SILVIO CORRÊA Pianista
Convidado: ISAIAS COSTA Tenor


                           


Ah! Sweet Mistery of Life
V. Herbert

Non Ti Scordar Di Me
E. De Curtis

La Spagnola                                                       
V. Di Chiara

Música Proibita                                                     
S. Gastaldon

El Tralala y  El Punteado                                       
E. Granados

Ninon                                                                      
W. Jurmann

My Prayer                                                             
G. Boulanger

All I Ask Of You                                                  
A .L. Webber      


Futebol pelo Mundo


Vale Sagrado
Originally uploaded by Escrivinhadora

A exposição temporária "Ora bolas" (do Museu do Futebol) mostra o futebol pelo mundo. Essa é uma foto que fiz entre Cusco e o Vale Sagrado. Mas, no museu, há ainda de lugares como o Tibet, Afeganistão, entre outros. Onde há gelo, a bola precisa ser vermelha (ou de uma outra cor bem viva). Há também uma mostra das bolas utilizadas nas Copas do Mundo, com suas descrições físicas, técnicas e culturais, já que a partir do México começaram a ser inseridas características do país sede.

País do futebol: museu, sim, por que não?


Ainda revoltada com uma observação preconceituosa com relação a museus "sem acervo", virtuais, com novidades e tecnológicos, e mais ainda quanto à criação do Museu do Futebol, fui conhecer o local hoje. A palavra é emocionada, especialmente porque ao olhar para o lado vi marmanjos enxugando lágrimas e fungando. O museu apela, no bom sentido, para a emoção, mas não fica só na batida "paixão nacional". As exposições suscitam a tolerância entre os povos ao mostrar que a Fifa reconhece mais países que a ONU e a união em fotos de todas as partes do mundo onde pessoas de crenças e costumes diferentes jogam futebol, resistindo até ao Talibã. Trabalha com a auto-estima do brasileiro e os principais ícones da música, da política, da cultura, em geral, que não só contribuíram para a formação da identidade do povo, mas também passaram a estudar essa identidade. Este ano, em maio, haverá até mesmo um primeiro simpósio sobre o tema (saiba mais no site do museu). Ou seja: há diversão, há cultura, há pesquisa. Qual é o problema, afinal? Quão mais erudito é preciso ser? Quão mais próximo do público e fomentador de visitantes de museus é possível ser? Definitivamente, é arrogância demais...




No quesito emoção, além de cenas e narrações esportivas em rádio e tv, destaco o uso inteligente, em termos de expografia, das estruturas do Pacaembu ao mostrar as reações das torcidas.




Quanto ao cinema 3D, esperava mais, é bem interessante, mas não achei que ia ficar no Ronaldinho. Quem sabe adicionar mais pessoas? Sugestão: a Marta, nossa representante feminina e quatro vezes considerada a melhor do mundo.


Hospedagem: nunca subestime ou bote fé demais pelo preço

Que os Albergues da Juventude tem preços acessíveis, todo mundo sabe. Que existem Hostels ou Hostales ou simplesmente hotéis mais simples, que cobram menos, também. O que nem todo mundo sabe é que hotéis mais caros também dão vexame e que os albergues podem ser uma ótima opção.

O primeiro albergue que fiquei foi o St. Nicholas HOSTEL, em Buenos Aires, em 2006. O lugar é legal, tem quartos privativos, também, o local onde se toma café da manhã e acessa Internet parece um jardim de inverno (lugarzinho com vidro e madeira). El desayuno é café e pão com marmelada. Parece pouco, quando se pensa nos brasileiros, mas é suficiente. Mas o local tem muitas escadas e isso pode dificultar o acesso para muita gente, especialmente para quem é jovem de espírito mas já sente a experiência nas articulações. E também é cansativo depois de um dia de andanças de turistas. Aí vieram dois grandes achados: o Cardton Hotel, que tem elevador e preços bem parecido com o de albergues. O café melhorou: aqui servem media lunas! Quartos com tv e banheiro. Ah, sim, no quarto que fiquei  no St. Nicholas não me entendi com o chuveiro, mas isso pode ter melhorado. Lá a Internet era gratuita, mas lenta, bem lenta. No Cardton não tem, mas há vários locutórios próximos. A outra descoberta é um restaurante uruguaio na esquina, o Medio y Medio. Uma boa para ficar com vontade de atravessar a balsa. Adiante comentário sobre o Che Lagarto BsAs (foto).



Recentemente fui pela segunda vez a Montevidéu e conheci também Colônia do Sacramento, Punta del Este já conhecia. Ao menos nas duas primeiras há albergues e hotéis acessíveis, mas posso falar por um hotel que não fiquei mas entrei várias vezes pelo número de pessoas que ficam lá: o Splendido.

O lugar é bem maior do que parece, tem Internet e cozinha, e quartos desde os mais simples aos mais completos. Tem um que parece que uma adolescente acabou de se mudar dali: colorido, com colagens de artistas... bem legal. E  tem os clássicos, com camas de casal, inclusive para o público gay. Enfim, para todos os gostos. Café é opcional. Problemas: tem escadas, também.

E há algo que pode ser problema - ou não: fica próximo ao Teatro Solís e na rua dos principais barzinhos da ciudad vieja.




Ótimo para quem quer sair à noite, ruim para quem quer dormir... a dica é na reserva dizer qual sua intenção para não ficar em um quarto de frente, pois até a banda de Candombe passa em frente com o seu batuque. (fotos)

Mas o problema do barulho não é exclusividade do bairro boêmio, pois eu fiquei em dois diferentes hotéis na c. Paraguay e posso dizer que não dá para ficar em quartos de frente e baixos, pois se ouve o trânsito de maneira insuportável.

Mas os cafés nesses hotéis (Oxford e Continental) são bem bons. No Oxford, que fui em 2009, há Internet gratuita e rápida, além de Wi-Fi grátis.


O grande fiasco foi em Viña del Mar, no Chile, em 2007. Hotel centenário e 4 estrelas, o hotel O Higgins era a sede do congresso que fui participar. Talvez tenha sido inveja dos meus colegas que acharam meu quarto melhor, mas só sei que nesta vez descobri que os percevejos não existem só na música... Eu registrei em foto e vídeo, mas, acredite, não é bonito. Pior ainda é o estrago na pele para quem é alérgico, o meu caso, claro.

A propósito... li recentemente queixa semelhante no Che Lagarto de Copacabana, no site dos Mochileiros. Lamentável, mas parece que felizmente é só lá. Fiquei no Che Lagarto de Lima, no Peru, e foi ótimo, agora em dezembro (2009).



Quarto, banheiro, Internet - gratuita e rápida - e café da manhã muito bons. Aliás, um dos melhores cafés, com o café, mesmo, o chá de coca - óbvio! - bolo, pães, geléia, margarina/manteiga. Tem tv, livros, várias atividades e cozinha se a pessoa quiser usar. Tem escada, mas não muitos lances, se o elevador estiver funcionando fica só um lance pequeno, mas para quem tem dificuldades é problema. Fica numa travessinha simpática no bairro de Miraflores. Em Buenos Aires uma amiga ficou e aprovou e eu fui lá conferir: eles tem um barzinho ótimo. Em Santiago também conheci pessoas que ficaram e gostaram, mas fiquei em hotéis que não foram nem caros, nem baratos, nem tenho nada a destacar, para o bem ou para o mal, a não ser a localização, que eram bem próximas a estações de Metro, o que não era o caso do albergue, que exigiu boa caminhada.

No Peru também há o Loki Hostel, que testei em Cusco (também dezembro de 2009). O café é frio, não perguntem o motivo, mas tem o chá de coca - claaaro - e também pão, geléia e margarina. Quem foi no de Lima gostou e assim como o Che, existe em vários países da região. O barzinho do de Cusco é muito bom, embora as atendentes não entendam uma palavra de espanhol, pois vêm da Europa. Mas na recepção são peruanos. Uma coisa estranha: nenhuma tomada funciona nos quartos, é preciso colocar os aparelhos em pequenos armários na recepção com cadeados. O albergue fica em uma área alta, a Cuesta de Santa Ana, e embora não dê vontade de subir, depois de tantas caminhadas que se faz por lá, é só pegar um táxi, que lá é muito barato. Aliás: local com muitas escadas e obstáculos, embora o local seja bem acolhedor.



Tanto em Lima como em Cusco os armários eram embaixo da cama, mas era preciso ter o seu cadeado. E é importante chavear, porque a porta fica aberta, coisa que não acontece nos albergues europeus, sempre recebemos uma chave, em geral eletrônica.

Já que estamos no mundo hispânico, em Madri não fiquei em AJ, mas é um albergue, também, porém  Metropolitano. Ótimo, inclusive porque decidiram me dar um quarto privativo com tv e banheiro por conta deles, com a chegada de um grupo grande de portugueses. Mas não é só isso, o barzinho é legal, assisti Real Madri x Barcelona lá, e o café da manhã é o melhor dos albergues que fiquei na Europa, com café, pão, bolinho, etc. Agora, frutas, é difícil... A Internet é gratuita e rápida. Primam pela segurança, são bem "chatos", no bom sentido, com relação a isso, pois estão em uma área central com muito apelo tanto para turistas como para prostitutas - e não estranhe se acrescentarem que elas são, muitas vezes, brasileiras...

Outro local em que sentimos forte a questão da imigração ilegal é em Barcelona. O "casco viejo", ou seja, a parte mais antiga, foi tomada por pessoas de toda a parte e há tensão inclusive entre os próprios imigrantes, e essa sensação pesada não é muito melhorada pelo ambiente gótico geral... mas a localização, do Center Ramblas Youth Hostel, ainda assim, é ótima, pois como diz o nome, fica próximo às Ramblas, ao mercado  Boqueria - que não é nada que os brasileiros vão se admirar, mas é uma ótima oportunidade de comer frutas - e a estações de Metro, teatros, etc. O local tem armários nos quartos que tem o sistema de pagamento com devolução. Em compensação, os chuveiros não tem porta, apenas cortinas, e isso, para quem viaja sozinha e é mulher, dá insegurança, especialmente se, como aconteceu, o banheiro masculino está estragado e o pessoal fica com preguiça de ir em outro andar. O café da manhã é simples, mas bom: cereais, leite, café, pão...


Bem, em todos os locais acima o pessoal foi sempre muito atencioso. Em Paris, é claro, é que houve um pouco de, digamos, ausência de alegria no atendimento. Tudo isso foi em dezembro de 2008. O Le D'Artagnan é muito bom, mas é preciso chamar a atenção para algumas coisinhas... O fato de ficar nos limites da cidade não é problema, já que há Metro, e tem bicicletas em frente, e ainda um supermercado na esquina. Mas a Internet é paga (em Euros, lembrem-se) e lenta, e travada, e estressante... e a luz do lugar onde se acessa é péssima. Além disso os lockers, também pagos, é longe dos quartos, o que dá para fazer é amarrar/acorrentar e colocar cadeados nas malas. Tem pia nos quartos e banheiro e chuveiro do lado de fora, mas bem bons e limpos. O café é parecido com o de Barcelona, mas melhor apresentado e há mais opções de café, geléias, etc. E o pão é francês (capaz!)... Há também um bar bem legal no local e maquininhas automáticas para tudo: salgadinhos, doces, refrigerantes, cadeados, adaptador, chaveiro, dicionário, cartão telefônico e de Internet, e, com tanta máquina, tem ainda uma só para trocar notas por moedas.


Para finalizar a sessão internacional, o Youth Hostel London Central (foto).



Ao lado de uma estação de rádio da BBC, mas eu só me dei conta depois de um tempo por sair sempre pelo outro lado. Então, fica a dica: dê uma volta em volta do albergue que ficar, sempre que possível. Você pode estar perdendo algo que está logo ali.

O atendimento é ótimo - a menina mais simpática, adivinhem, era uruguaia, mas é preciso fazer justiça com os londrinos: eles são muito educados e atendem bem, apesar da fama de serem educados com fleuma, sabem ser simpáticos. O quarto peca apenas porque os armários não tem fechadura. Mas tudo tinha uma cara de ser tão novinho, que provavelmente já colocaram. Parece que a gente está na casa de uma amiga, e não em um albergue. O banheiro, como eu estava no térreo, era adaptado. Sim! Um albergue totalmente adaptado, com rampas, lugar para a pessoa se segurar no banheiro e tudo mais o que é necessário, inclusive uma cama mais larga. O local é (ou está como) novo, bonito, etc, mas a Internet... cara, MUITO cara... (em Libras, lembrem-se!) e LENTA, MUITO lenta... e não tem café da manhã, tem que comprar. Mas há minimercados próximos ao local, que também é perto da estação Great Portland do Metro - por sinal, e não acredite se disserem outra estação, vai andar mais, à toa...

Detalhes à parte: compartilhar quartos é sempre uma experiência única e rica, na qual é possível conhecer muita gente e exercitar idiomas e tolerância. Pode ser também cômico ou trágico, ou ambos.


Em Londres, por exemplo, conheci meninas muito legais (foto), do Japão, Singapura, Suécia e Espanha. E acabamos nos unindo e trocando contatos (falo até hoje com algumas no Facebook) por conta da tal roomate cadeirante do post anterior, que resolvia desfilar seminua até o banheiro, e ainda soltar gases... Ah, nudista não aparece na foto.

Eu estava em um outro beliche também em cima, então, só ouvi, não senti. Acabamos rindo muito de tudo isso.


Uma coisa interessante é que em nenhum lugar eu fui ou vi ninguém ser assaltado, e olha que o pessoal deixa muitas coisas soltas fora dos armários. Também nunca tive problemas em quartos mistos, acho até que os homens são mais organizados que as mulheres. Enfim, é uma experiência positiva, quase sempre, mas exceções acontecem e não podemos facilitar.

Em breve observações sobre Rio, Salvador, Porto Alegre e São Paulo, embora só tenha me hospedado na última. Outro futuro post vai tratar de idiomas, viajar sozinha e suas dificuldades: insegurança, segurança pública, solidão, tédio... E, especialmente no quesito idioma, adianto que o post poderia se chamar, com o perdão dos termos: "Foda é minha mãe, eu sou fodinha...", pois ela foi sozinha para lugares onde eu poderia facilmente responder "saúde!" e ser uma palavra, ao invés de um espirro... E ainda tem o capítulo "avós". Aguardem.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Por aí: Albergues da Juventude

Antes que alguém pergunte: nos Albergues da Juventude considera-se que jovem é aquele que se mantém inquieto, querendo conhecer lugares, culturas, pessoas, e por isso não deixa nunca de viajar. Já vi de crianças a idosos, grupos, viajante sozinhos, homens, mulheres, enfim, gente de todo o mundo e de todo o tipo. E que variedade... é possível dividir quartos com pessoas do mesmo sexo ou de sexo (in)diferente, com pessoas das mais pudicas às mais, digamos, liberadas. Em Londres vi uma cadeirante (pela obesidade, no mínimo, creio) que bebia todas e saia seminua da cintura para baixo para ir ao banheiro - com certa frequência, após tanta cerveja. Lá também vi o banheiro mais bem adaptado de todos, inclusive contabilizando hotéis... mas o hostel peca pela falta de armários com fechadora e pela Internet cara e lenta. Problema que também acontece na Internet do albergue de Paris, mas é o único defeito. Em Barcelona os rapazes japoneses ficaram mais chocados ao ver que dividiriam quarto com uma mulher do que eu ao ver os japoneses mais altos que já vi na vida... tem como defeito o chuveiro não ter porta, só uma cortininha. Em Madri tive o único café da manhã que é páreo para os do Brasil. Na Espanha e no Peru (Cusco e Lima) a Internet é gratuita e rápida. Na Argentina a Internet é gratuita mas lenta. No Uruguai o lugar é ótimo, não fosse pela localização privilegiada para festas ser péssima para quem quer dormir... nada que um vidro especial não resolvesse. Enfim, em um próximo post dou os nomes e mais detalhes dos albergues, pois é claro que os que fiquei não são os únicos dos lugares por onde passei. Ah, e, em breve, Porto Alegre também terá AJ.

No momento, "testando" o AJ Praça da Árvore, em São Paulo, o primeiro que fico no Brasil. Veja em http://twitter.com/leticiacastro79 posts - ou tweets - relacionados. E, quando a viagem terminar, ou seja, quando nada mais houver a ser avaliado, coloco aqui a impressão geral, assim como fiz acima.



Em tempo: vinda a SP foi para conferir a exposição de Rodin - esculturas e fotografias - que encerra amanhã (03) no MASP. Valores vão de gratuito - para menores de dez anos e de 60 - a quinze ou sete reais para inteira ou estudante. Livro da mostra vale a pena também, já que fotos ficarão ao menos dez anos inacessíveis após o encerramento.


sábado, 2 de janeiro de 2010

Imagem do dia



Saiba mais em http://twitter.com/leticiacastro79 e #OceanAir. Uma pena. Próximos posts: São Paulo, MASP, Rodin, Museu do Futebol; Albergues da Juventude no Brasil e no exterior.