
Da ótima Cibele Santos
Espaço para comentar notícias, falar sobre o cotidiano, política, comunicação, e a cultura que nos leva a ser quem somos. Ou será o contrário?
No próximo dia 18 de novembro às 18h30min, durante a Semana da Consciência Negra, o Museu de História da Medicina (MUHM) oferece dentro do Quintas no Museu o Especial "A Medicina Encontra a Música: A Presença Negra". Este será o segundo evento da série, que em outubro abordou a presença alemã e na próxima edição abordará a italiana. Veridiano Farias Neste dia serão intercalados painéis de historiadores, depoimentos e apresentações de chorinho. Renato Panatieri e Éder Farias, descendentes dos primeiros negros a formarem-se em medicina no RS, respectivamente o Dr. Luciano Raul Panatieri e do Dr. Veridiano Farias, integram um dos paineis com relatos sobre as histórias de vida destes pioneiros. O mestre em História Arilson dos Santos Gomes apresenta o painel "Formando oásis: intelectuais negros de destaque na sociedade porto-alegrense entre os séculos XIX-XX". A música fica a cargo do Regional Laranjal, que irá interpretar chorinhos no evento. Apoio do Coletivo de Negros Empregados dos Correios (CONCOR) e da Associação Saúde Criança Reflorescer. De acordo com a responsável pelo setor Educativo do MUHM, a historiadora Sherol dos Santos, o objetivo do evento é trazer, na Semana da Consciência Negra, diferentes abordagens e experiências a respeito do Negro no Rio Grande do Sul. "Vamos falar desde a intelectualidade de Porto Alegre até questões como a origem do termo 'regional' para definir os grupos de choro", exemplifica a historiadora. Segundo o músico Luiz Bachilli Neto, "regional" é o nome dado, historicamente, a um grupo musical composto, a princípio, por Cavaquinho, Flauta transversa, Pandeiro e Violão. "Em seguida, dada a sonoridade apaixonante, agregaram-se o Bandolim e o Clarinete. Concomitantemente, apareceu Chiquinha Gonzaga, incluindo o Piano, não característico de um regional, apenas daquela época. Esses grupos interpretavam samba, lundu, polka e valsa canção, num estilo muito próprio, com uma divisão musical ousada. A esse estilo, deu-se o nome de Choro, mais tarde, carinhosamente, Chorinho. Nada mais Brasileiro", explica o músico. Para o tocador de cavaquinho do Regional Laranjal, entre os principais chorões hoje já se foram, estão: Antônio Calado, Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Abel Ferreira, Ernesto Nazaré, Jacob do Bandolim, e Waldir Azevedo. As maiores expressões vivas são Altamiro Carrilho, Hamilton de Hollanda e Armandinho Macedo. "Nosso Regional é, na verdade, uma confraria, de caras que gostam de música, desde sempre, e que tiveram a felicidade de se encontrar na mesma cidade, nessas idas e vindas da vida", completa. Estão previstas as execuções de Assanhado, Bola Preta e Doce de Coco (Jacob do Bandolim), Rabo de Pandorga (Bachilli), Brasileirinho (Waldir Azevedo), Pedacinhos do Céu (Waldir Azevedo), Mestre sala dos Mares (João Bosco e Aldir Blanc), Se acaso você chegasse (Lupicínio Rodrigues) e Brasil Pandeiro (Assis Valente). A entrada é gratuita, mas o museu convida aos que puderem participar da campanha de arrecadação de alimentos da Associação Saúde Criança Reflorescer, levem suas contribuições no dia do evento. Os alimentos que têm maior demanda são feijão, açúcar, óleo, massa, farinha de trigo e de milho eleite integral. A associação repassa em forma de cesta básica às famílias atendidas, que são encaminhadas pelo Hospital da Criança Conceição. Serviço do Quintas no Museu Especial "A Medicina Encontra a Música: A Presença Negra" Data: 18 de novembro de 2010 Horário: 18h30min Local: Sala Rita Lobato - MUHM Av. Independência, 270, Centro Histórico de Porto Alegre Fone (51) 3029-2900 Paineis: Ms. Arílson dos Santos Gomes – Formando oásis: intelectuais negros de destaque na sociedade porto-alegrense entre os séculos XIX-XX. Sr. Éder Luis Farias – Relato de vida do Dr. Veridiano Farias Sr. Renato Panatieri – Relato de vida do Dr. Luciano Raul Panatieri Após, coquetel e confraternização. Pioneiros Trabalhou em Rio Pardo e na capital gaúcha. O interesse pela literatura o levou ao Grêmio Rio-pardense de Letras. |
Nota de esclarecimento da Direção-Geral
Recebi com pesar e preocupação a matéria "Historiador se demite em protesto contra o sigilo de acervos da ditadura no período eleitoral" (O GLOBO, 3/11/2010, pp. 1 e 10*).
Considero meu dever oferecer esclarecimentos aos membros da Comissão de Altos Estudos do Memórias Reveladas que nos emprestam gratuitamente tempo e ciência na difícil tarefa de liberar de vez os arquivos da ditadura militar.
Com relação ao conjunto documental solicitado pelo Prof. Fico (Comissão Geral de Inquérito Policial Militar - CGIPM), informo que foi concluída a organização do acervo e o seu acesso dar-se-á a partir da identificação do documento desejado (no inventário) e da própria requisição dos documentos.
Embora a documentação ainda esteja em fase de tratamento técnico (digitalização etc.), já é possível realizar pesquisa presencial.
Em 26/10/2010, o Prof. Fico solicitou "[...] acesso ao instrumento de pesquisa e, posteriormente, aos documentos [...]". No mesmo dia, conforme e-mail enviado pela Coordenadora-Geral Regional do Arquivo Nacional no Distrito Federal, foi solicitado que o referido professor entrasse em contato comigo no dia 29 de outubro, uma vez que eu e a Coordenadora-Geral de Processamento e Preservação do Acervo estávamos envolvidos em reuniões da Comissão Luso-Brasileira de Salvaguarda e Divulgação do Patrimônio Documental Comum (COLUSO), fora da sede da Instituição.
No momento em que o Prof. Fico optou por se desligar publicamente do Memórias Reveladas, o instrumento de pesquisa já estava no Rio de Janeiro. De fato, desde o dia 29 de outubro o instrumento de pesquisa está aqui, à disposição, mas o Prof. Fico não compareceu.
O nosso objetivo fora o de atender com brevidade e qualidade o pleito do Prof. Fico e de outros pesquisadores aqui mesmo no Rio de Janeiro, apesar do acervo estar em Brasília-DF.
Lamento que a tentativa de agilizar o acesso tenha sido, de maneira oposta, caracterizada como uma restrição ao acesso, chegando-se mesmo a afirmar que o "sigilo" foi mantido em razão "do período eleitoral", o que é injusto e, francamente, um absurdo.
No Seminário promovido pelo Memórias Reveladas, e mencionado na matéria, não ficou decidido "[...] que os demais arquivos seguiriam a experiência do Arquivo Estadual de São Paulo, que libera toda a papelada, exigindo apenas que o solicitante assine termo de responsabilidade [...]", pois o Arquivo Nacional e os arquivos estaduais não criam legislação e, pelo contrário, devem pautar sua atuação pela observância das normas existentes.
O que ficou decidido foi que todas essas instituições buscariam promover, junto aos órgãos competentes, alterações nas normas que regulam o acesso, de forma a que fossem estabelecidas normas como as que existem no Paraná e São Paulo. Para isso, o Conselho Nacional de Arquivos (Conarq), que é ligado ao Arquivo Nacional, enviou, a todos os governos e arquivos estaduais parceiros do Memórias Reveladas, proposta de decreto regulamentando o mais amplo acesso à documentação do período do regime militar, exatamente conforme foi aprovado no Seminário. Um segundo envio será feito quando os novos governadores eleitos assumirem.
Por outro lado, o Arquivo Nacional e o Memórias Reveladas têm contribuído com a discussão e acompanhado a aprovação do PLC 41/2010, atualmente no Senado Federal, que busca regular o acesso a informações no Brasil. O PLC 41/2010 já foi aprovado na Câmara e apresenta inovações das mais oportunas no que se refere à liberação dos documentos do período do regime militar em razão de "relevante interesse histórico" ou que versem sobre "violações dos direitos humanos por parte de agentes públicos ou a mando de autoridades públicas".
Em complemento ao que foi dito aqui, encaminho em anexo os seguintes documentos:
- Panorama da legislação arquivística brasileira.doc<http://capela/intranet/media/2010/microsoft_word__panorama_da_legislao_de_acesso.pdf> (breve texto sobre o assunto).
- Legislação arquivística Brasileira.doc<http://capela/intranet/media/2010/microsoft_word__legislao_arquivstica_brasileira_reguladora_do_acesso__.pdf> (principais leis que regulam o acesso à informação);
- Dados do atendimento do Memórias Reveladas à pesquisadores.<http://capela/intranet/media/2010/dados_atendimento_2006outubro2010.doc>doc;
- Recomendações do Seminário Arquivos da Ditadura e Democracia<http://capela/intranet/media/2010/microsoft_word__recomendacoes_do_seminario_arquivos_da_ditadura_e_democrac.pdf> - a questão do acesso.
- Ofício aos governadores.<http://capela/intranet/media/2010/microsoft_word__ofcio_aos_governadores_dos_estados__enviando_decreto_de_.pdf>doc (encaminha minuta de decreto favorecendo a abertura dos arquivos)
- PLC 41/2010<http://capela/intranet/media/2010/plc_412010.pdf> (a proposta de nova lei de acesso à informação).
Espero que esses esclarecimentos e os anexos desta mensagem possam contribuir para uma reflexão sobre o episódio. Naturalmente, o Arquivo Nacional continua à disposição para esclarecimentos.
(*) Link para a matéria:
http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/11/03/historiador-se-demite-em-protesto-contra-sigilo-de-acervos-da-ditadura-no-periodo-eleitoral-922934844.asp
Rio de Janeiro, 3/11/2010.
Jaime Antunes da Silva
Coordenador-Geral do Memórias Reveladas
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| Jennifer Cuty (E), Silvana Sandini, Silvio Belbute e Ana Kretzmann (D) |
| Instituições trazem o tecnologia para dentro dos museus e discutem a comunicação com o público no Encontro Museus e Redes Sociais: Mediação 2.0 e 4º Encontro de Twitteiros Culturais de Porto Alegre
O evento vai unir museus da capital gaúcha aos de todo o Brasil durante a 4ª Primavera dos Museus em um debate sobre mídia, redes sociais e como elas podem ajudar os museus a melhorar a comunicação com o seu público. Museu do Inter, Memória Carris, Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), Fundação Iberê Camargo, Museu da UFRGS, Memorial do Rio Grande do Sul, Museu de Comunicação Hipólito José da Costa (MUSECOM), Sistema Estadual de Museus (SEM/RS), Secretaria de Estado da Cultura, IBRAM e Sistema Brasileiro de Museus (SBM) apoiam o evento e estarão presentes no dia debatendo e divulgando seus canais e perfis nas Redes e Mídias Sociais. No dia haverá sinal de rede wireless aberto para que os participantes possam comentar ao vivo de seus notebooks e transmissão online pelos perfis no Twitter @ETC_POA e por meio da TwitCAM no @muhmrs. Entre os museus de Porto Alegre que apoiam o evento, a maioria já possui perfis no Twitter: Museu do Inter/@MuseudoInter, MARGS/@margsmuseu, Memória Carris/@memoriacarris, Fundação Iberê Camargo/@F_IbereCamargo. Museu da UFRGS, Memorial do RS e Museu de Comunicação – que recentemente lançou seu site – ainda não possuem canais próprios nas redes mas divulgam suas atividades por meio de assessorias de comunicação e extensão institucionais - @extensaoonline, @difusao_ufrgs, @governo_rs. Inscrições gratuitas e limitadas pelo e-mail eventosmuseu@simers.org.br, pelo site www.muhm.org.br e fone (51) 3029-2900 ou ainda no site www.etcbrasil.com.br.
PROGRAMAÇÃO Quando? 25 de setembro, 17 horas Onde? Sala Rita Lobato, MUHM - Av. Independência, 270 - Centro de Porto Alegre Quem? Jeniffer Cuty - Professora na área de Comunicação Museológica e Preservação de Bens Culturais e Vice-coordenadora do Curso de Museologia/UFRGS e coordenadora do Laboratório de Criação Museográfica - CRIAMUS. Arquiteta e urbanista, com mestrado e doutorado em Planejamento Urbano pela UFRGS em andamento. Desenvolve pesquisa sobre os temas redes de museus, políticas de preservação, imaginário e memória coletiva.
Silvana Sandini - Professora da Famecos/PUCRS, das disciplinas Comunicação Digital Corporativa, Estudos Multimídia, Produção de Mídia Impressa e Digital e Internet na Publicidade. Coordena o Núcleo Web do Espaço Experiência de atividades de desenvolvimento Web e mídias sociais. Relações Públicas. Mestre pelo PPGCOM da Famecos. Pesquisa práticas profissionais e processos sociopolíticos nas mídias e na comunicação das organizações, com foco em comunicação e relacionamento corporativo no contexto da cibercultura.
Silvio Belbute - Palestrante convidado para capacitações em Redes Sociais dos Agentes de Saúde no Programa de Prevenção à Violência da Secretaria de Saúde do Estado do RS e membros dos Comitês Gestores Locais da Prefeitura de Porto Alegre.
Mediadoras Ana Kretzmann, curadora do Encontro de Twitteiros Culturais de Porto Alegre. Letícia Castro, responsável pelo Setor de Comunicação do Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul.
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| Leandro Faber (E) e Jair Ferreira |
Saiba mais
Os Saraus Líricos fazem parte do projeto Quintas no Museu e tem o apoio da Associação Gaúcha de Cultura Musical e do mantenedor do MUHM o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul. Os eventos acontecem na 1ª quinta-feira de cada mês às 18h30min na sala Rita Lobato do MUHM, que fica na av. Independência, 270, Centro de Porto Alegre (Prédio Histórico do Hospital Beneficência Portuguesa). A entrada é gratuita e há estacionamentos próximos ao local. Os comentários são feitos pelo médico Aury Hilário, responsável pela Agenda Lírica de Porto Alegre. Atualmente os saraus entraram nos eventos do projeto Música no Museu, que envolve diversos museus do país.
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