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domingo, 3 de janeiro de 2010

Por aí: Albergues da Juventude

Antes que alguém pergunte: nos Albergues da Juventude considera-se que jovem é aquele que se mantém inquieto, querendo conhecer lugares, culturas, pessoas, e por isso não deixa nunca de viajar. Já vi de crianças a idosos, grupos, viajante sozinhos, homens, mulheres, enfim, gente de todo o mundo e de todo o tipo. E que variedade... é possível dividir quartos com pessoas do mesmo sexo ou de sexo (in)diferente, com pessoas das mais pudicas às mais, digamos, liberadas. Em Londres vi uma cadeirante (pela obesidade, no mínimo, creio) que bebia todas e saia seminua da cintura para baixo para ir ao banheiro - com certa frequência, após tanta cerveja. Lá também vi o banheiro mais bem adaptado de todos, inclusive contabilizando hotéis... mas o hostel peca pela falta de armários com fechadora e pela Internet cara e lenta. Problema que também acontece na Internet do albergue de Paris, mas é o único defeito. Em Barcelona os rapazes japoneses ficaram mais chocados ao ver que dividiriam quarto com uma mulher do que eu ao ver os japoneses mais altos que já vi na vida... tem como defeito o chuveiro não ter porta, só uma cortininha. Em Madri tive o único café da manhã que é páreo para os do Brasil. Na Espanha e no Peru (Cusco e Lima) a Internet é gratuita e rápida. Na Argentina a Internet é gratuita mas lenta. No Uruguai o lugar é ótimo, não fosse pela localização privilegiada para festas ser péssima para quem quer dormir... nada que um vidro especial não resolvesse. Enfim, em um próximo post dou os nomes e mais detalhes dos albergues, pois é claro que os que fiquei não são os únicos dos lugares por onde passei. Ah, e, em breve, Porto Alegre também terá AJ.

No momento, "testando" o AJ Praça da Árvore, em São Paulo, o primeiro que fico no Brasil. Veja em http://twitter.com/leticiacastro79 posts - ou tweets - relacionados. E, quando a viagem terminar, ou seja, quando nada mais houver a ser avaliado, coloco aqui a impressão geral, assim como fiz acima.



Em tempo: vinda a SP foi para conferir a exposição de Rodin - esculturas e fotografias - que encerra amanhã (03) no MASP. Valores vão de gratuito - para menores de dez anos e de 60 - a quinze ou sete reais para inteira ou estudante. Livro da mostra vale a pena também, já que fotos ficarão ao menos dez anos inacessíveis após o encerramento.


Um comentário:

Ademir Furtado disse...

Oi
até uns 15 anos atrás eu viajava muito por albergues. Conheci umas dezenas pelo Brasil afora e vários na Alemanha.
O pior albergue que conheci (bandonei no segundo dia, mesmo tendo pago mais que isso), foi um tal Chalé mineiro, em BH. A coisa mais horrível que já vi.
Mas em compensação, o melhor de todos que conheci, incluindo os da Alemanha, foi e Maracaia, em Porto Seguro. Nem sei se ainda existe, pois agora só viajo em hoteís. Mas sinto saudade de vem em quando