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sexta-feira, 13 de abril de 2007

MST no RS: fechamento do GRAC ainda repercute

Do site do MST:

13/04/2007 Brigada Militar atira contra acampados no Rio Grande do Sul

Na tarde de ontem, dia 12, trabalhadores rurais Sem Terra que estavam acampados no município de Coqueiros do Sul (RS) foram surpreendidos com tiros de bala de borracha disparados pela Brigada Militar da região. O agricultor Daniel Mafalda Chavez, de 32 anos, foi ferido por um tiro e encaminhado ao Hospital de Carazinho.

As famílias de Sem Terra estão acampadas na região aguardando a desapropriação da Fazenda Guerra, considerada improdutiva. Na terça-feira, 11, cerca de 800 pessoas ocuparam a Fazenda de forma pacífica para pressionar a desapropriação imediata para que seja realizado o assentamento das famílias.

Em nota o MST-RS afirma que a Brigada Militar aproveitou a falta de comando da Secretaria de Segurança e do Governo do Estado, para realizar uma ação inconseqüente e irresponsável contra os Sem Terra. “Sem comando local e estadual, a Brigada Militar sentiu-se a vontade para atirar balas de borracha contra as famílias acampadas”, diz o documento.

A violência imposta contra as famílias não coincide com os interesses da sociedade, uma vez que, o próprio prefeito de Coqueiros do Sul, representando 23 prefeitos da região, reuniu-se essa semana com o ministro do Desenvolvimento Agrário para solicitar a desapropriação da Fazenda.

Segundo os acampados, essa não é a primeira vez que a Brigada Militar comporta-se desta forma em Coqueiros do Sul. A Ouvidoria Agrária Nacional deslocou-se para a região diante da preocupação com a ação da Brigada Militar.

Os trabalhadores rurais Sem Terra também criticam a total ausência de projeto do Governo do Estado para a Reforma Agrária. “A governadora, até o momento, anunciou apenas a extinção do Gabinete de Reforma Agrária e Cooperativismo, sem sinalizar para a sociedade gaúcha como pretende tratar os mais de 30 assentamentos de responsabilidade do Governo Estadual e como contribuir no assentamento das 2.500 famílias gaúchas acampadas no Rio Grande do Sul”, conclui a nota.



As ações fazem parte do calendário de lutas do movimento, que tem seu ponto máximo no dia 17 de abril, que marca os 11 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás.

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